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Beacons: quatro dicas para marcas brasileiras começarem a utilizar a tecnologia

Postado em: 01/12/2015, às 09:18 por Federico Pisani Massamormile, da HANZO

Nos últimos anos, os beacons se tornaram uma tendência mundial para estratégias de relacionamento de marcas com seus clientes, por meio de smartphones. A tecnologia, já bastante utilizada nos Estados Unidos, permite o diálogo via bluetooth para entregar ações microlocalizadas aos consumidores usuários de aplicativos específicos. Nos EUA, dados da BI Intelligence apontam que a ferramenta estará em 85% dos 100 maiores varejistas até o final de 2016, influenciando um total de $ 44,4 bilhões de dólares em vendas.

Como diferencial na comunicação, os beacons oferecem ações que fortalecem as lojas físicas e valorizam interações personalizadas com os clientes, abordando ofertas, descontos e promoções, além de funcionar como um canal de informação sobre produtos e serviços. Tudo isso com um baixo investimento, o que aumenta ainda a relação custo-benefício para as empresas. Varejistas como Sephora, Walgreens e Macy's estão entre as pioneiras no uso da tecnologia, estudando as melhores práticas para conquistar os consumidores dentro das suas lojas.

No Brasil, os beacons começaram a ser testados no varejo, em baixa escala. Ainda restam muitas dúvidas sobre como criar experiências relevantes para os consumidores ou, mais básico, como incentivar o uso do bluetooth e definir as interações. Nesses casos, há algumas dicas que podem ser úteis para as marcas interessadas em incorporar os beacons nas suas estratégias mobile.

1. Utilize uma plataforma de gestão e beacons homologados

Para o gerenciamento dos beacons, recomendo o uso plataformas e não soluções ad-hoc. Soluções plataformizadas são, geralmente, mais simples de operar, não havendo necessidade de pessoal técnico para atualizar ou configurar a interação com um beacon, por exemplo. Já existem plataformas que oferecem a gestão de beacons disponíveis no Brasil, nacionais e internacionais. Do ponto de vista de hardware, é importante que as marcas optem por equipamentos já homologados pela Anatel, o que atesta a sua qualidade e evita o risco de multas.

2. Comece com um beacon por loja

Como os beacons ainda são uma novidade, acompanhamos marcas brasileiras interessadas em disponibilizar grandes quantidades de dispositivos em suas lojas e produzir um número elevado de push notifications. Esse, porém, não é o caminho indicado. Ninguém quer receber uma notificação a cada passo que der em uma loja. A velha máxima "menos é mais" deve ser aplicada aqui.

Assim a recomendação é começar com apenas um beacon, posicionado na entrada da loja e com uma mensagem personalizada atrelada a uma promoção ou desconto, funcionando como convite para uma visita. Com o tempo, a empresa poderá aumentar a quantidade de beacons, adicionando novos pontos de interação.

3. Acompanhe métricas com foco na conversão

A utilização de qualquer nova tecnologia deve ter objetivos claros atrelados ao negócio, seja melhorar a experiência do usuário ou, mais comum, aumentar vendas. Qualquer empresa que incorporar os beacons em sua estratégia mobile deve ter propósitos realistas e ser capaz de medi-los, em termos do retorno gerado pela tecnologia. A criação de métricas associadas a funis de conversão funcionam bem para acompanhar a evolução dos beacons e sua aderência aos objetivos da empresa, principalmente no que diz respeito às vendas.

4. Considere o contexto

Se integrados a CRM já existente, os beacons são uma ótima ferramenta para marketing contextual. Saber o time de futebol do seu consumidor, por exemplo, pode abrir caminho para uma série de interações ricas, em momentos de grande alegria relacionados ao esporte, como receber desconto de uma marca de cerveja, horas antes do jogo do seu time. Com a utilização de APIs, como de previsão do tempo, por exemplo, é possível automatizar mensagens oferecendo desconto para sorvetes em dias quentes, ou bebidas quentes no inverno, tudo isso quando o consumidor estiver passando em frente a uma loja.

Os beacons podem ser uma ótima solução para a ampliação de iniciativas entre o on-line e o off-line. Com cuidado, atenção aos desejos dos consumidores e ações criativas, o relacionamento pode ficar cada vez mais lucrativo.

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