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Redução na importação de telas indica queda na produção de smartphones no Brasil

Postado em: 02/02/2016, às 14:52 por Fernando Paiva

Os smartphones produzidos no Brasil são compostos majoritariamente por componentes eletrônicos importados. As telas, por exemplo, são todas trazidas do exterior. O acompanhamento dos números de importação desse insumo servem como um termômetro de como está a produção de smartphones no País. O analista Leonardo Munin, da IDC, faz esse monitoramento e alerta: houve uma queda enorme na importação de telas neste começo de ano por parte dos grandes fabricantes. Uma tela importada hoje vai parar em um smartphone na prateleira do varejo daqui a cinco meses, em média. Ou seja, mesmo que haja um súbito aumento da demanda por smartphones no Brasil no primeiro semestre, os fabricantes não estarão preparados para atendê-la.

"Tem fabricante de grande porte planejando girar em 2016 metade do que girou em 2015", afirma o analista. "O foco (dos fabricantes) não está mais em volume, mas no retorno financeiro", acrescenta. Entre as consequências decorrentes da crise econômica e da redução da produção estão demissões nas fábricas e redução na variedade dos portfólios, prevê.

Projeções

A IDC projeta que serão vendidos no Brasil este ano 40,7 milhões de smartphones, o que representará uma queda de 14% em comparação com 2015, quando foram comercializados 47,3 milhões. A categoria de feature phones, por sua vez, vai despencar 56%, baixando de 4,1 milhões para 1,8 milhão de unidades este ano. Na soma dos dois tipos de telefones celulares, a previsão é de uma diminuição de 17% em 2016, passando de 51,4 milhões para 42,5 milhões. Os números se referem ao "sell-in", o abastecimento feito dos fabricantes aos varejistas e operadoras, não às vendas na ponta para o consumidor final (sell-out).

Para realizar esse cálculo, a IDC leva em conta uma série de fatores, como a alta dos preços, a recessão econômica, o desemprego, além dos dados de importação de insumos e entrevistas com os fabricantes.

Dólar

A expectativa de Munin é que as vendas no mercado brasileiro se concentrem este ano na faixa entre R$ 900 e R$ 1,1 mil. Nela estão modelos como Moto G e a família Galaxy J, da Samsung. A maioria dos aparelhos vendidos no Brasil tiveram um reajuste na virada do ano em torno de R$ 200, precificados com um dólar a R$ 4. Se a moeda norte-americana ficar por muito tempo acima desse patamar, novos reajustes virão, alerta Munin.

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