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Estádios norte-americanos adotam app feito por brasileiros

Postado em: 03/05/2013, às 15:36 por Fernando Paiva

Quem frequenta estádios esportivos nos EUA está descobrindo uma nova forma de torcer, totalmente integrada com seus smartphones. Um dos melhores exemplos é o app do Minnesota Wild, time de hockey no gelo da primeira divisão dos EUA. Com ele, os torcedores compram seus ingressos, fazem check-in em seus assentos, pedem comida para entrega direto em sua poltrona, assistem a replays gravados por outros espectadores, votam no melhor e no pior jogador da partida (o resultado aparece no telão da arena) e escolhem a música que querem ouvir no intervalo. Disponível há cerca de um ano para Android e iOS, esse app é hoje usado por entre 30% e 40% do público pagante em cada partida do time. Por trás do seu desenvolvimento estão mãos de programadores brasileiros da I.ndigo, que recentemente foi rebatizada como Taqtile, após fusão com a norte-americana Taqtile Mobility.

Uma das opções mais bacanas do app é a geração de conteúdo pelos próprios espectadores. Os vídeos e as fotos gravados durante a partida são geolocalizados, de acordo com o assento onde o espectador se encontra. No caso do Minnesota Wild, por questões de direitos autorais, as imagens são disponibilizadas apenas para quem está dentro do estádio. Mas tecnicamente seria possível oferecê-las para quem está de fora. Outra ferramenta de sucesso é o delivery de comida direto na poltrona, o que diminuiu as filas nas lanchonetes e aumentou as vendas no estádio. O app também conta com conteúdos mais básicos, como o calendário do time, estatísticas de cada partida e de cada jogador, mapa do estádio etc.

O app usado pelo Minnesota Wild foi fruto de uma plataforma para arenas esportivas criada em parceria com a AT&T e cujo cliente original seria a NBA, liga profissional de basquete dos EUA. A proposta da operadora é fornecer toda a infraestrutura de telecomunicações dos estádios e, como um diferencial, incluir no pacote a entrega de um aplicativo móvel personalizado. Por conta de uma recente greve da NBA, o projeto para o basquete foi adiado, mas a AT&T e a I.ndigo/Taqtile conseguiram emplacar a ideia com outros dois clientes além do Minnesota Wild: os times de futebol americano da universidade de Stanford e da Penn State.

A AT&T e a Taqtile estão negociando no momento com outras 18 arenas esportivas nos EUA de times de baseball, futebol americano, hockey e futebol, profissionais e universitários. Paralelamente, a Taqtile iniciou conversas com clubes brasileiros de futebol, como São Paulo, Corinthians e Internacional, para trazer a novidade para o Brasil. Contudo, tem encontrado um obstáculo econômico: os times brasileiros gostam da ideia, mas não querem investir um tostão. A saída pode estar na busca de parcerias com operadoras locais, como a Oi, para quem a Taqtile desenvolverá apps para grandes eventos no Brasil, conforme noticiado por MOBILE TIME.

Varejo

Além dos apps para arenas, a empresa tem se especializado em aplicativos para redes varejistas, como as norte-americanas Dollar General e Hy-Vee. "Levamos informações que o varejista não tinha antes. Ele consegue saber quem está dentro da sua loja agora e consegue criar uma promoção específica para aquele consumidor", relata Danilo Toledo, um dos sócios da Taqtile.

No caso da Hy-Vee, já são 50 mil usuários ativos do app que frequentam filiais da rede pelo menos uma vez por mês. Reconhecendo a loja que o cliente costuma frequentar, o app pode lhe enviar notificações em push de promoções realizadas especificamente naquela filial do seu bairro. "Para o varejo físico é uma quebra de paradigma: trata-se do online ajudando a loja física a vender mais", analisa Toledo.

"Trabalhamos com um modelo de fábrica de ideias: primeiro estudamos o negócio do cliente para depois oferecer uma solução móvel que maximize seus lucros e traga retorno mais rapidamente", explica Toledo. "Não adianta empurrar uma solução de prateleira, porque não tem nenhum varejista que seja igual ao outro. É preciso entender o cliente primeiro, para criar um app melhor", complementa.

No Brasil, a empresa fechou contrato com o grupo Pão de Açúcar para desenvolver soluções móveis para as suas redes varejistas. E realizou também uma consultoria para o banco Santander.

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