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TSM não morreu, mas precisa ser repensado

Postado em: 06/11/2014, às 12:18 por Fernando Paiva, de Paris*

Nos últimos anos, diante da expectativa de que os serviços de NFC com elemento seguro no SIMcard iriam deslanchar, muitas empresas passaram a oferecer para bancos e operadoras de telecomunicações um serviço chamado TSM (Trusted Service Manager), que consiste no gerenciamento da instalação de aplicações de comunicação por proximidade dentro dos chips. É uma plataforma pensada para um modelo de negócios em que a operadora é a dona do cliente, pois tem o poder de escolher o que entra e o que não entra no SIMcard. O advento do HCE (Hostcard emulation), que dispensa o elemento seguro, e o lançamento do Apple Pay, que adota o elemento seguro no hardware, trouxeram incerteza para o mercado de TSM. Afinal, será que esse tipo de solução é realmente necessário? O que farão com essa plataforma aqueles que já a compraram? O assunto veio à tona durante painel sobre HCE nesta quinta-feira, 6, na Cartes, em Paris.

Para quem quer implementar serviços de NFC no celular, o processo ficou mais rápido com HCE. A própria Oberthur Technologies, que produz SIMcards e vende plataformas de TSM, admite isso. "O principal benefício do HCE é a simplificação dos processos sob o ponto de vista técnico e de negócios. Não há necessidade de TSM, o que significa não ter contratos com emissores de elemento seguro. Isso acelera o time to market", disse Susanne Nolkentin-Lacuve, head de marketing da unidade de soluções de negócios da Oberthur Technologies. Segundo a executiva, enquanto um projeto de implementação de TSM pode levar mais de 12 meses, outro com HCE tarda poucas semanas. Apesar disso, a Oberthur segue oferecendo TSM ao redor do mundo, por entender que em alguns mercados isso ainda faz sentido. Mas também tem soluções relacionadas a HCE.

"A situação ficou complicada para as operadoras móveis e para os vendedores de TSM depois do HCE. Mas o jogo não terminou para eles", comentou Remi Gitzinger, diretor da consultoria Galitt. "Essa é uma história de apenas um ano. As teles não estão fora do jogo, mas vão ter que jogar do jeito que o mercado espera que joguem", acrescentou Jérôme Chavanel, head de mobile payment da Morpho.

Hub e tokenização

O caminho para os fornecedores de TSM está na reformulação da oferta. A Gemalto, por exemplo, um dos principais players nesse segmento, integrou em um hub todas as plataformas de TSM que vendeu. Assim, pode comercializar agora a conexão a esse hub, o que significa integração com operadoras no mundo inteiro.

Chavanel, da Morpho, por sua vez, acredita que as plataformas de TSM serão adaptadas à nova realidade e podem virar sistemas de provisionamento de tokens, o que é fundamental em HCE. Esse caminho é visível quando se analisa o caso da Visa. A empresa até bem pouco tempo vendia plataformas de TSM com foco no mercado bancário. Agora, tem uma solução de tokenização.

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