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Para marcas, é melhor ter muitos apps simples do que um complexo, diz especialista

Postado em: 10/11/2014, às 12:36 por Fernando Paiva

Nesses primeiros anos de vida da mídia móvel, lições são aprendidas recorrentemente. Uma das mais claras e que várias grandes marcas estão percebendo é a de que vale mais a pena ter vários apps simples e segmentados, com propósitos bem objetivos cada, do que um único aplicativo que concentre tudo. "Quando se bota muita coisa em um app, corre-se o risco de o novo usuário se perder. Várias marcas estão fazendo isso. Não existe um app da Nike, mas vários apps da Nike: um para futebol, outro para skate etc. Somos contra app estilo canivete suíço", descreve Vinícius Porto, diretor de negócios da PorQueNão?, produtora e consultora de estratégia mobile para grandes marcas. Não faltam exemplos recentes de apps de renome que foram desmembrados para dar origem a novos aplicativos: os casos mais conhecidos foram o do Facebook, com o Messenger, e o do Foursquare, com o Swarm.

A PorQueNão? está adotando essa estratégia com seus clientes. Um deles é a fabricante de tintas Suvinil. Até então, ela tinha um app único para iPad, chamado Guia Suvinil, que agora foi desmembrado em três: Guia Suvinil, com portfólio de produtos e instruções de uso; Cores Suvinil, com paleta de cores; e Ideias Suvinil, com as últimas tendências em cores. Além disso, criou um quarto e novo aplicativo, que inclusive foi premiado recentemente pela MMA, chamado Crie Suvinil, que usa a câmera e recursos de realidade aumentada para simular a pintura de cores em um ambiente fotografado pelo consumidor. Versões para Android desses apps virão em breve.

Manutenção

Além da segmentação dos apps, Porto destaca a importância de se acompanhar os títulos criados, produzindo novo conteúdo, aperfeiçoando as funcionalidades existentes e capturando informações sobre os consumidores que podem ajudar nos negócios da empresa. "É comum apps serem lançados e eventualmente extintos. Por isso, é importante o acompanhamento muito de perto. Diferentemente de outros pontos de contato digital, o mobile propõe uma experiência muito pessoal, porque o celular está dentro do seu bolso. As melhorias em um app precisam ser constantes", comenta.

Porto defende o desenvolvimento interno de apps com a inclusão de tags no código fonte para a captura de informações relevantes para a marca, além do uso de ferramentas externas, como a Flurry.

A PorQueNão? procura se posicionar não como uma agência de mobile marketing, mas como uma parceira das marcas na elaboração de uma estratégia móvel de longo prazo. O processo de concepção de cada projeto leva de cinco a oito semanas, com profissionais alocados dentro do escritório do cliente. São analisados três pilares: negócios, objetivos para o usuário final; e tecnologia. Porto explica a priorização de projetos mobile de longo prazo: "Apps são extremamente orgânicos. Se você não está disposto a acompanhar a evolução, melhor não entrar nesse jogo", diz. A PorQueNão já desenvolveu cerca de 25 apps no mercado brasileiro.

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