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Falta de compartilhamento de rede prejudicou Brasil, diz consultor

Postado em: 12/04/2013, às 09:07 por Fernando Paiva

O mercado brasileiro de telefonia celular vive um descompasso entre a qualidade do serviço prestado e seu preço, por culpa da falta de compartilhamento obrigatório das redes no passado. A avaliação é do executivo Sergio Lee, que lidera a consultoria Maksen no Brasil. Ele entende que, em geral, a qualidade do serviço de telefonia móvel no Brasil está muito abaixo da média mundial, enquanto o preço está caro."Na Europa, paga-se menos da metade por um combo de serviços com TV, internet, e telefonias fixa e móvel", compara.

A explicação estaria na falta de uma regulamentação que obrigasse as operadoras a compartilharem suas redes, afirma. Por conta disso, cada uma das quatro grandes teles móveis construiu sua própria rede ao longo do tempo, uma por cima da outra. Ou seja, o investimento em rede no Brasil foi quatro vezes maior do que poderia ter sido se o compartilhamento fosse obrigatório desde o início. Isso explicaria os altos preços do serviço agora e a falta de dinheiro em caixa para investir mais pesadamente em 4G e na expansão do 3G, analisa Lee. "Na Europa, a rede é uma commodity. O que faz a diferença entre as operadoras é o atendimento ao cliente", diz.

Cabe lembrar que as teles brasileiras hoje compartilham, sim, boa parte de seus sites e torres. O que ainda está incipiente são os contratos para compartilhamento de equipamentos eletrônicos. E existe o interesse público por parte da Vivo de compartilhar também a frequência, no caso do 4G. O governo brasileiro, na gestão do atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, vem batendo forte na tecla de que as redes precisam ser compartilhadas e há grande pressão da sociedade, por meio de leis municipais, para conter a proliferação de torres celulares, devido a receios relacionados a saúde e também por causa da poluição visual gerada.

A Maksen é uma consultoria criada há dez anos na Europa por ex-funcionários da Arthur Andersen e da Deloitte. Sua maior especialidade é o mercado de telecom, que provê 70% do seu faturamento mundial. A empresa atender principalmente a operadoras de telefonia nas áreas de planejamento e engenharia de rede, arquitetura de TI, definição de processos comerciais e CRM.

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