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Peru faz história no mercado de dinheiro móvel

Postado em: 16/02/2016, às 20:25 por Fernando Paiva

O Peru está fazendo história no mercado de dinheiro móvel. Em uma iniciativa inédita mundialmente, os bancos privados e públicos do país se uniram para lançar em conjunto um serviço único e interoperável de dinheiro móvel. Batizado como Bim, o serviço usa a tecnologia USSD, presente em todos os celulares, mesmo feature phones antigos, e está disponível para todos os habitantes do país que tenham um telefone móvel e sejam maiores de idade, independentemente da operadora. O projeto foi liderado pela Associação de Bancos do Peru (Asbanc), algo como a Febraban brasileira, e utiliza a plataforma de m-money da Ericsson. Para o gerenciamento do serviço a entidade criou uma empresa, a Pagos Digitales Peruanos S.A. O lançamento do Bim aconteceu nesta terça-feira, 16.

São três as características que tornam o Bim um projeto pioneiro no mundo: 1) ser uma iniciativa conjunta de todo o setor bancário de um país; 2) permitir a troca de dinheiro através de qualquer celular, mesmo que seja para um número de outra operadora; 3) a escolha da instituição financeira responsável pelo gerenciamento da conta acontecer no ato do cadastro, pelo celular, a partir de uma lista dos bancos participantes.

A maioria das experiências de dinheiro móvel no mundo não oferecem interoperabilidade. No Brasil, por exemplo, os serviços existentes nasceram da parceria entre teles e instituições financeiras, como o Zuum (Vivo e Mastercard) e o TIM Multibank (TIM, Caixa e Mastercard), mas seus usuários só podem transferir dinheiro entre si, o que limita o potencial de crescimento. A interoperabilidade está prevista na regulamentação brasileira, mas não há um prazo definido para que seja implementada. 

A expectativa é de que até 2019 o Bim conquiste 3,5 milhões de usuários, dos quais 2,1 milhões nunca tiveram antes uma conta em banco. Essa base de usuários representaria cerca de 12% da população do Peru, que hoje gira em torno de 30 milhões de habitantes. Seria como se no Brasil 24 milhões de pessoas utilizassem um mesmo serviço de dinheiro móvel interoperável entre as teles e os bancos.

Como funciona

O cadastro no Bim é simples e pode ser feito pelo telefone, discando *838#. Qualquer pessoa com um celular com chip do Peru pode fazê-lo, pois as três grandes operadoras do país são parceiras do projeto fornecendo o número único de USSD. No cadastro, o usuário precisa informar o número da sua carteira nacional de identidade, criar uma senha e escolher qual instituição financeira será responsável pelo seu dinheiro, a partir de uma lista com todos os bancos participantes – atualmente são nove. Não há custo para a abertura de conta. A receita vem de uma pequena taxa para cada depósito ou saque.

Para depositar ou sacar de sua conta, é preciso comparecer a um dos 4 mil agentes autorizados do serviço espalhados pelo Peru. A transferência de valores é feita toda pelo celular. Um comprovante é enviado por SMS.

Cada pessoa pode manter em sua conta Bim no máximo 2 mil Novos Sóis (moeda local), equivalente a R$ 2,3 mil, pelo câmbio desta terça-feira, 16. O limite máximo por transferência é de 999 Novos Sóis (R$ 1,16 mil).

No site do BIM há um vídeo com a campanha de lançamento do serviço.

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