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Há quase 3 milhões de smartphones protegidos por seguro no Brasil

Postado em: 16/11/2015, às 10:24 por Fernando Paiva

Há no Brasil cerca de 2,8 milhões de smartphones protegidos por seguros de roubo, furto qualificado, dano acidental e garantia estendida. Essa base triplicou ao longo de 2015, impulsionada pelos seguintes fatores: 1) a crise econômica, que obriga consumidores a prorrogarem seus planos de troca de smartphones, e, logo, acabam protegendo seus aparelhos atuais; 2) um aumento dos casos de roubo e furto de smartphones, propiciado pelo aumento dos preços desses produtos devido à alta do Dólar; 3) um esforço maior do varejo em vender seguros de forma a compensar em parte a queda nas vendas de smartphones este ano. Cerca de 70% das apólices são contra roubo e furto qualificado, mas o seguro contra dano acidental é o que cresce mais rapidamente no País.

As informações partem da Conecta, empresa que gere os principais programas de seguros para celulares do País, incluindo aqueles da Vivo, da TIM, da Oi, da Nextel, das Casas Bahia, da Fast Shop, da Motorola, da Microsoft e do Bem Mais Seguro, para citar apenas alguns deles, além da sua marca própria, a Seguro Celular. A Conecta cuida hoje de uma base de 2,5 milhões de smartphones segurados, que, de acordo com a empresa, representa 90% do mercado brasileiro. Um ano atrás eram 800 mil. Um quarto fator contribuiu para o aumento da base em 2015: a Conecta fechou uma série de parcerias com varejos regionais de médio e pequeno porte, que antes não ofereciam seguros.

"2015 está sendo um ano muito bom para a Conecta. Estamos surfando nessa crise", avalia o diretor comercial e de marketing da companhia, Rodrigo Passos. E o potencial de crescimento é enorme, independentemente da crise. Hoje, menos de 5% da base de celulares ativos no Brasil está protegida por seguro. Entre automóveis, a penetração é de 70%. A meta da Conecta é chegar a 2018 com 10 milhões de aparelhos segurados.

Preço

O Brasil é hoje o segundo país com maior volume de celulares roubados no mundo, atrás apenas da Índia, afirma Passos, com base em um levantamento internacional. No primeiro trimestre, o volume de sinistros no Brasil gerenciados pela Conecta foi 54% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Isso não provoca, contudo, um aumento no custo do seguro, porque a base de segurados está crescendo mais rapidamente. Ao contrário: a tendência é de queda futura do preço da apólice, por conta do ganho de escala com a base. Atualmente, o seguro de smartphone custa entre 23% e 25% do valor do aparelho.

O modelo com maior quantidade de apólices de seguro no Brasil ainda é o iPhone, por conta do seu preço e da sua atratividade para os ladrões. Porém, vem aumentando a procura de seguros para aparelhos de gama média e média alta em Android. Muitos compradores do Moto G, da Motorola, o aparelho mais vendido do Brasil, têm levado junto um seguro, exemplifica o executivo.

A ajuda dos vendedores no grande varejo tem sido fundamental para aumentar a penetração do serviço junto a smartphones mais baratos. "Com a queda de 30% no sell-out este ano, os varejos precisam buscar fontes alternativas de receita. O seguro vem bem a calhar, porque não requer investimento e nem estoque: basta ajustar o discurso do vendedor", comenta o diretor da Conecta.

Modelo de operação

A Conecta se posiciona entre a seguradora, responsável pela apólice em si, e a marca que vende o serviço para o consumidor, que pode ser uma operadora, uma rede varejista ou a própria fabricante do smartphone. A companhia oferece a gestão completa da operação, desde o cadastro do cliente e a cobrança, até o gerenciamento do sinistro, incluindo o atendimento via call center, a coleta e a entrega de aparelhos ao usuário, a indenização ao consumidor, a gestão de fraude etc. É uma operação white label, que foi lançada em 2001, primeiramente com a Tess, antiga operadora do interior de São Paulo, e aos poucos foi se estendendo pelo Brasil.

Pela gestão da operação, a Conecta cobra uma taxa e também uma participação na receita, em proporções não divulgadas. "Como lidamos com grandes corporações, temos que ter jogo de cintura nas negociações para que nossa margem não seja muito apertada", explica Passos.

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