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Celular se transforma em canal de pesquisa para empresa brasileira

Postado em: 21/02/2014, às 13:28 por Fernando Paiva

O celular está transformando o setor de pesquisas de diversas maneiras. A mais óbvia consiste na substituição dos velhos formulários de papel por tablets e smartphones. As pesquisas de levantamento de preços para medir a inflação pela FGV, por exemplo, já são feitas com smartphones, conforme noticiado por MOBILE TIME. Uma empresa de pesquisas que aderiu à novidade é a Expertise, uma das 15 maiores do ramo no Brasil. No ano passado, em 30% das pesquisas de campo realizadas pela empresa foram usados dispositivos móveis pelos entrevistadores. Em 2014 a expectativa é de que essa participação suba para 80%, informa o CEO da Expertise, Christian Reed.

As vantagens de se adotar smartphones e tablets nesse trabalho são muitas: o cliente que encomendou a pesquisa pode acompanhar a coleta de dados em tempo real; é possível monitorar os entrevistadores, checando onde estão e se abordaram as pessoas certas, aumentando a confiabilidade do projeto; consegue-se enviar fotos e até coletar as digitais das pessoas entrevistadas; além da eliminação do papel e da agilidade no processamento das informações.

O próximo passo da Expertise em mobilidade será o lançamento de um aplicativo móvel para Android e iOS, que será disponibilizado para um painel de 100 mil respondentes mantido pelo seu braço digital, uma subsidiária chamada Opinion Box. Esse painel é uma fotografia em miniatura da população brasileira, respeitando as proporções de distribuição geográfica, idade, gênero, classe social etc, o que permite a realização de pesquisas com validade estatística nacional. Cerca de 30% dos respondentes desse painel possuem smartphones e poderão passar a participar das pesquisas através do app. "O celular é um canal espetacular, mas tem que ser usado da forma correta. Ele é adequado para alguns tipos de pesquisa e em algumas condições. Pesquisas muito longas, ou seja, com muitas perguntas, têm um índice maior de desistência quando feitas via celular", explica Reed. Ele projeta que cerca de 25% das respostas para as pesquisas desse painel serão dadas via celular no primeiro ano de utilização do app móvel. O lançamento do aplicativo está previsto para acontecer dentro de 60 dias.

Terceira onda

Mas a maior revolução no uso do celular para pesquisas acontecerá quando surgirem projetos que envolvam o monitoramento do deslocamento de pessoas em uma cidade, levando em conta as proporções estatísticas por idade, gênero, classe social etc. O aplicativo da Expertise/Opinion Box virá pronto para adicionar essa funcionalidade no futuro. Seria possível, por exemplo, traçar as rotas mais comuns feitas por jovens de uma determinada classe social em uma determinada cidade para definir, então, qual a melhor localização para uma mídia outdoor de um produto destinado a esse público. Reed ressalta, contudo, que os participantes teriam que autorizar esse monitoramento e que, se em algum momento decidissem deixar o projeto, seus dados serão desconsiderados. "O dono da informação neste caso é o usuário. Quando ele decidir sair, seus dados deixam de ser utilizados", explica.

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