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Espectro não licenciado turbina LTE, mas fragmentação preocupa

Postado em: 25/02/2016, às 16:17 por Bruno do Amaral, de Barcelona*

Enquanto o 5G ainda dá os primeiros passos rumo à padronização, a indústria procura melhorar o LTE para atender a demanda por capacidade, adicionando mais espectro com agregação de portadoras e, no futuro próximo, com frequências não licenciadas. Entre as empresas que testam a técnica, a Intel investe no acesso assistido licenciado (LAA), anunciando nesta quinta-feira, 25, testes com a operadora sul coreana SKT.  A vice-presidente do grupo de plataformas e engenharia da Intel, Shawn Covell, reconhece que a quinta geração é o caminho natural, mas que não se pode esperar o desenvolvimento da tecnologia. "O 5G vai ter uma explosão na demanda de dados; ao mesmo tempo, estamos enfrentando espectro escasso, então o negócio é inovar", justificou ela durante painel na Mobile World Congress, em Barcelona.

O LAA utiliza a faixa de 5 GHz do espectro não licenciado para acelerar a conexão via LTE – de acordo com relatório da Ericsson, utilizando apenas 4% da faixa é possível aumentar em 150 Mbps a velocidade. E o argumento é que não há interferência no Wi-Fi – pelo menos nada tão diferente quanto uma outra rede Wi-Fi. Além disso, a tecnologia permite usar o recurso "ouça antes de falar" (LBT, na sigla em inglês), que ajusta dinamicamente o uso da frequência sem invadir bandas que estejam sendo usadas, embora nem todos os países contem com regulação permitindo o uso. "A questão é ter certeza que a coexistência seja boa, trabalhe bem, e temos trabalhado para testar as técnicas em laboratório e no campo, com grande colaboração com a Wi-Fi Alliance. Queremos ter roll-out antes do final do ano", afirmou o vice-presidente sênior de relações governamentais da Qualcomm, Dean Brenner.

O próprio presidente e CEO da aliança, Edgar Figueroa, confirma estar trabalhando em testes com a associação norte-americana de cabo e telecomunicações (NCTA) e operadoras para garantir o funcionamento correto das duas tecnologias. "No trabalho com a NCTA vimos que não tem interferência, ambos os operadores podem trabalhar ao mesmo tempo", declara.

Há um esforço do 3GPP para padronizar a tecnologia, mas ela é apenas uma das que estão sendo desenvolvidas em uma sopa de letrinhas para caracterizar cada novo formato. Há também a agregação de LTE e Wi-Fi, chamada da sigla inglês LWA. E mesmo antes do LAA, as operadoras poderão tentar o LTE-U (não licenciado) e o muLTEfire, que utiliza somente espectro não licenciado com sinalização e canalização de um link de rádio LTE. Sem contar um programa da Wi-Fi Alliance para usar a faixa de 900 MHz para Internet das Coisas.

Brenner, da Qualcomm, diz que a LAA está atualmente utilizando 20 MHz de espectro não licenciado, e que o release 13 versão 1 estará próximo de sair: no outono de 2016 (primavera no Brasil), com dispositivos chegando em 2017.  Antes disso, o LTE-U pode sair já em 2017.

Com tudo isso, haveria um perigo iminente de fragmentação tecnológica, e Brenner lembra bem do que isso resultou. "A fragmentação sempre é preocupação, as 41 frequências de LTE aconteceram. O LTE-U tem mais espaço no mercado norte americano, mas podemos ver ser implantado antes da regulação LAA. Esperamos que não seja o caso." O executivo da Qualcomm confirma estudos na faixa de 900 MHz, além do uso do espectro em 3,4 GHz – banda que, no Brasil, ficou de fora do leilão de sobras da Anatel por não haver conclusão sobre estudo de interferência na banda C, usada em satélite para DTH.

 

* O jornalista viajou a convite da FS.

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