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TV digital móvel: a experiência de países como a África do Sul

Postado em: 30/05/2012, às 10:58 por Ricardo Franco

Com o país acelerando seus preparativos para hospedar a Copa da FIFA em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, parece que este é o momento para o Brasil também incentivar a adoção da TV Digital, principalmente a TV Digital Móvel (MDTV). O Brasil tem um grande potencial para muito sucesso na adoção de TV Digital Móvel, pois já possui uma das maiores bases instaladas de telefones celulares e uma das maiores audiências de TV do mundo. Já é considerado um líder neste setor entre os outros países da América Latina, com um número projetado de aproximadamente 50 milhões de dispositivos móveis com capacidade para recepção de TV Digital em 2015. Todos esses fatores são concretos e extremamente positivos, porém talvez mais ainda possa ser feito.

A África do Sul em alguns aspectos talvez ofereça um exemplo de como o Brasil pode potencializar ainda mais o sucesso da implantação da MDTV. Os dois países possuem uma parte significativa da população morando distante de grandes centros urbanos, onde o acesso à banda larga é muitas vezes limitado, mas não tanto como o acesso a TV. Além disso, mesmo com o aumento do poder de compra e consumo em geral das famílias desta população, ainda há limitações significativas para compras tidas como extravagantes a exemplo de dispositivos como tablets e smartphones. Porém, como no caso da África do Sul, à medida que os preços caem para dispositivos móveis e serviços de acesso móvel à Internet, essas barreiras diminuem, potencializando ainda mais o crescimento desse mercado.

No passado, a África do Sul tinha poucos usuários de Internet devido aos preços altos para os dispositivos e serviços de acesso. Hoje o volume de dados em acesso por dispositivos móveis continua a crescer e as projeções são para uma aceleração ainda maior resultando em uma taxa de crescimento anual de 118%. Parte desse crescimento levou a uma revolução no número de dispositivos conectados à Internet: 39% da população urbana e 27% da população rural agora usa a Internet através de dispositivos móveis como os smartphones. Todo esse crescimento tem impulsionado as variadas categorias de dispositivos móveis no setor. Fabricantes agora têm lançado todos os tipos de aparelhos, incluindo smartphones, TVs portáteis e acessórios para PCs e iOS (Apple) com o objetivo de atrair um grande segmento de usuários com as aplicações e formas de acesso que sejam mais convenientes para cada grupo da população.

Ao mesmo tempo, devido ao crescente uso desses meios, os usuários de dispositivos móveis na África do Sul se tornaram mais seletivos e agora demandam informação cada vez mais rápida e eficiente, inclusive em outros formatos, como a TV móvel aberta ou paga, que especialistas esperam que alcance 71% de todo o tráfego de dados móveis até 2016.

Desde o lançamento da TV Móvel ocorrido algum tempo antes da Copa de 2010, a África do Sul tem tido um aumento constante nas receitas de publicidade e conteúdo pago, especificamente em eventos esportivos nacionais e internacionais. Os usuários ficaram mais exigentes e seletivos depois da Copa do Mundo de 2010 e esta parece ser uma tendência em países que hospedaram estes grandes eventos. Com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 se aproximando e o constante interesse por esportes no Brasil, o desenvolvimento do mercado de TV digital móvel é essencial para maximizar os ganhos financeiros desses grandes eventos. As autoridades no Brasil já estão tomando medidas nessa direção com seus planos em andamento de cobertura do sinal digital em grande escala antes de 2014. Agora resta avaliar se a multiprogramação também poderia ser usada como complemento à programação terrestre da TV Digital, hoje não permitida por regulamentação. Esta foi uma medida de grande sucesso para o avanço desse mercado na África do Sul e poderia ser avaliada também para o Brasil.

A Siano tem testado diversos equipamentos no Brasil, estudando e entendendo as características técnicas que são específicas de cada localidade, como, por exemplo, os desafios de alto nível de interferências no sinal de TV digital em áreas centrais de grandes metrópoles como São Paulo ou baixa potência de sinal na periferia destas mesmas cidades, a fim de desenvolver as melhores soluções.

À medida que as expectativas e experiências dos consumidores continuam a crescer, o Brasil se encontra na fronteira de uma revolução no mercado de MDTV que acabará se tornando essencial para competir em um mercado global. Com lições aprendidas de outros países e mercados como a África do Sul, aliado a fatores positivos já existentes no país, como o interesse pelos dispositivos móveis de TV digital estudado e compreendido por empresas como a Siano, este mercado pode operar em larga escala através da colaboração mútua entre iniciativas governamentais, emissoras de TVs e fabricantes de equipamentos móveis para promover toda a potencialidade da disseminação de informação e entretenimento através da TV digital móvel.

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