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Greve dos dubladores

Postado em: 09/10/1997, às 00:45 por Redação

A paralisação dos 350 profissionais de dublagem do Rio e São Paulo já chega a 23 dias, sem acordo entre as partes. Em reunião realizada ontem na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo, os donos dos estúdios pediram que os dubladores voltassem às atividades para retomarem as negociações, mas estes não aceitaram. O caso agora vai a dissídio, no Ministério do Trabalho, e o julgamento só deve acontecer na próxima semana. Com o movimento, algumas programadoras internacionais que têm suas atrações dubladas nos estúdios brasileiros começam a enfrentar problemas. É o caso dos canais Family Channel e Casa Club TV, que se preparam para estrear em português. Para o Discovery, a situação ainda não é grave porque o canal conta com bom acervo de programas inéditos já falados em português. Em todo caso, a greve é preocupante. Esse é o caso também do Cartoon Network, que também conta com um bom estoque de material já pronto em português. Travel Channel e Nickelodeon são outros canais que por enquanto não foram prejudicados, em virtude de terem grande parte de suas atrações preparadas com bastante antecedência. No caso do TeleUno, cuja grade já está 80% em português e conta também com um grande acervo de seriados já dublados, a greve pode afetar alguns programas inéditos programados mais para o final do ano. Os canais da Fox não foram afetados, pois toda a dublagem é feita em Los Angeles. Os dubladores de São Paulo pedem registro em carteira e aumento salarial, enquanto os do Rio de Janeiro, que já têm vínculo empregatício, pedem aumento. Em São Paulo, o dublador recebe R$ 22,40/hora, valor que pode chegar a R$ 28,00 quando se trata de um trabalho fixo de série. No, Rio o valor da hora de trabalho vai de R$ 19,00 a R$ 21,00. A categoria pertence ao Sindicato dos Artistas e os dubladores necessitam de registro profissional de ator. Os proprietários dos estúdios de dublagem fundaram recentemente a Associação Brasileira dos Estúdios de Dublagem (Abed). Os estúdios já temem a repercussão negativa do atraso entre os programadores internacionais. Muitos canais estrangeiros já estão dispensando os serviços de dubladores do Brasil e acenam com a possibilidade de desovar o grande volume de material parado em estúdios fora do país, ou seja, em Miami ou Portugal, onde podem facilmente recrutar brasileiros. Há também uma forte tendência de que os estúdios se unam para oferecer cursos de dublagem e, assim, ampliar o leque de profissionais especializados. A HBO Brasil, por exemplo, que já tem um curso de legendagem, anunciou que vai ter também uma escolinha de dublagem. Os dubladores, diante da possibilidade de que os canais atendam à atual demanda com profissionais no exterior, querem fazer valer uma portaria do extinto Concine (Conselho Nacional de Cinema), que proibia a dublagem feita fora do Brasil.

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