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Inadimplência inimiga da TV paga

Postado em: 11/06/1997, às 23:55 por Redação

Na avaliação de um dos principais economistas do governo (ouvido com freqüência pelo ministro das comunicações) são muito limitadas as chances de uma expansão rápida do mercado de TV por assinatura no Brasil. De um lado, ele assinala um "constrangimento crescente das classes média e média superior das grandes capitais, do funcionalismo público, das pequenas confecções e de outros setores perdedores, como o financeiro, que assumem compromissos, mas que são responsáveis pelo maior volume de inadimplência do sistema de crédito". De outro, ele acredita que as mensalidades cobradas pelas operadoras (em torno de R$ 50,00) são ainda inacessíveis a outra faixa potencial, a chamada C, pois esse valor representaria quase 7,5% da renda média do segmento nas grandes capitais e mais de 11% em capitais do Norte/Nordeste. Ele acredita que parte substancial da renda desse segmento (que depois do boom dos últimos dois anos está reduzindo o consumo de eletro-eletrônicos) passa a ser direcionada agora para a construção, reforma e ampliação de suas habitações. Onde estão os "novos ganhadores" da economia, que podem ampliar o mercado de TV por assinatura? Segundo o mesmo economista, estão em regiões promissoras como a Bahia, o Ceará, o Triângulo Mineiro, o Centro-Oeste e o chamado "interior bom" de São Paulo (região de Ribeirão Preto). O economista chama a atenção para a possibilidade de algum esfriamento do ritmo do crescimento econômico a partir do terceiro trimestre. Segundo ele, a evolução do PIB, que está agora em torno de 4,4% em relação ao segundo trimestre de 1996, deve cair para 3% em relação a igual período do ano passado, subindo ligeiramente no fim do ano. Na média, o crescimento tenderia a 3,5%. Detalhe importante: espera-se para o setor de serviços o pior desempenho relativo. "Nos próximos meses melhora a situação dos mercados de construção civil, máquinas e equipamentos para a agricultura e vestuário".

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