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Investidores intranqüilos

Postado em: 28/05/1997, às 20:45 por Redação

Um dos maiores grupos de investidores do setor de TV por assinaturas teme que o processo de outorga de novas concessões acabe ficando, efetivamente, para o fim do ano ou para 1998, caso o Ministério das Comunicações não dispare o processo em junho. Nas suas contas, a partir de julho, "o Minicom não vai querer abrir um flanco político contra si, correndo na frente da Agência Nacional de Telecomunicações às vésperas da aprovação da Lei Geral", diz a fonte, acrescentando que "isso seria uma afronta à Comissão e ao Congresso". A partir da aprovação da Lei, em agosto, ele calcula mais 60 dias para a instalação da Antel. Esses investidores lembram que as novas outorgas são, atualmente, o principal argumento de vendas das empresas brasileiras de TV no mercado externo. De fato, apesar dos maus resultados de seus últimos balanços, a Multicanal continua angariando simpatias entre alguns bancos e corretoras estrangeiros. Esta semana, depois do downgrading decretado pelo Alex Brown, a empresa voltou a ser recomendada pelo Lazard Freres & Co. O analista Alfredo Jollon diz que a perspectiva da companhia é positiva e os investidores poderão aproveitar a recente queda de cotações para comprar seus papéis. Ele confia nas perspectivas de longo prazo justamente graças a obtenção de novas concessões e continua apostando numa ADR de US$ 18 num prazo de 12 meses. Há também entre os investidores um crescente desânimo em relação ao verdadeiro potencial de rentabilidade do setor de TV por assinatura no Brasil. Isso é visível nas frustradas tentativas das empresas de capital aberto de ganhar a simpatia de administradores de fundos de investimentos. "Essas companhias não conseguem ganhar dinheiro porque o mercado interno brasileiro é ainda relativamente estreito e os preços das assinaturas muito altos", disse um desses administradores ao PAY-TV Real Time News. A isso se deveria, segundo ele, a grande volatilidade de assinantes, expressa em cancelamentos e inadimplência. Ao preço atual médio de R$ 45 por assinatura, o mesmo grupo de investidores acredita que até o ano 2000, o número total de assinantes efetivos não chegará a 6 milhões. Nos seus cálculos, os 10 milhões estimados por boa parte das lideranças do setor, só seriam viáveis se o Brasil adotasse as médias de preço já praticadas nos Estados Unidos, entre US$ 25 e US$ 30, atingindo as classes C e D. Para reduzir o preço, recomenda a redução do número de canais e melhora da recepção dos canais abertos.

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