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TV por assinatura
TV paga tem forte queda em abril; não é possível afirmar se switch-off foi determinante

O mercado de TV por assinatura teve uma queda acentuada na base de assinantes em abril, segundo dados da Anatel divulgados nesta quarta, 14. O mercado perdeu em um mês 147 ,6 mil assinantes (0,8%). Todas as operadoras tiveram queda, à exceção da Oi. A maior queda foi do grupo América Móvil, que fechou com 9,620 milhões de clientes, ou seja, 120 mil clientes a menos no mês (queda de 47,7 mil nas operações de cabo e 72 mil no DTH). A segunda maior operadora, a Sky, caiu 48,6 mil clientes, fechando abril com uma base de 5,54 milhões de clientes. A Vivo TV caiu 1,5 mil clientes, para 1,66 milhão de clientes. Apenas a Oi TV cresceu, nada menos do que 22 mil assinantes, chegando a 1,37 milhão de assinantes. As pequenas operadoras registraram queda 23 mil clientes e totalizam 472 mil clientes.

Desligamento analógico pesou?

O número de abril era especialmente aguardado para ajudar a entender se o conflito entre as emissoras de TV aberta representadas na Simba e as operadoras de TV por assinatura poderia estar provocando uma debandada em massa da TV paga. Ficou claro que houve uma queda. Esta queda acentuada, portanto, poderia ser atribuída ao cancelamento de assinantes nas regiões metropolitanas de São Paulo e Brasília por conta do desligamento de TV analógica ocorrido no final de março, com subsequente corte dos sinais das emissoras SBT, Record e Rede TV?

Os dados não permitem afirmar categoricamente nem que sim nem que não. Tanto São Paulo quanto Brasília ficaram próximas da média percentual de queda do mercado no mês em outras cidades. Em São Paulo, por exemplo, o número total de desconexões foi de 22 mil no mês de abril (0,8%). Em Brasília, 8 mil (1,4%). Mesmo nas cidades das regiões metropolitanas destas cidades a queda esteve na média do mercado. Em abril, Guarulhos, a segunda maior cidade da grande São Paulo, perdeu 4 mil assinantes (2%, sendo a maior queda percentual), São Bernardo do Campo perdeu 1,7 mil (0,9%) e Osasco 1 mil (0,9%). Todas elas com um percentual de queda da ordem de 0,8% a 1% no mês. A cidade de São Paulo havia apresentado, no mês de março, um ligeiro aumento de base de assinantes, com 9 mil clientes a mais em relação ao mês anterior, mas entre fevereiro e março havia perdido 24 mil assinantes, mais do que em abril portanto. Não há, portanto, uma tendência que tenha sido alterada.

Grandes cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte perderam assinantes em um percentual ainda maior em abril, acima de 1%. O Rio, por exemplo perdeu 15 mil assinantes (1,1%) e BH ficou com 6 mil assinantes a menos em abril (1,2%). Nem Rio de Janeiro nem Belo Horizonte passaram ainda pelo processo de desligamento da TV analógica.

COMENTÁRIOS

6 Comentários

  1. Andre Rios disse:

    As operadoras precisam tomar uma posição final sobre a pirataria…pra mim é isso!

  2. DENILSON disse:

    com eu também acho que a pirataria também esta pesando nisso infelizmente

  3. Richard disse:

    Forte queda por causa de 3 canais que não dão um? Nem né! Os fatores certamente foram por ordem econômica. E se é pra seguir na linha de insistir que foi por causa deles, saibam que na Sky (a que o grupelho bate forte) é possível continuá-los assistindo através do módulo interno.

  4. Rodrigo disse:

    Os 3 canais abertos tem grande penetração na população, em especial nas classes B/C/D o que impacta a Tv por assinatura. Porém a parte econômica, em especial a mudança de expectativas pós-JBS, também devem ter afetado os números.

  5. Cicero disse:

    Com certeza o "milagre da classe C" acabou e como esta classe tem preferência pelos sinais abertos, haverá uma debandada geral das assinaturas. Por que pagar um pacote com três canais "preferidos" a menos se pode vê-los de graça ? Mais previsível impossível, apenas as operadoras, incompetentes na avaliação de mercado como sempre, não se ligaram disso….

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