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Switch-off
Disputa entre teles e radiodifusores se acirra no Gired

A necessidade de se alterar o cálculo para obtenção de 93% dos domicílios com capacidade para receber o sinal da TV digital dominou os debates da reunião do Gired (Grupo de implantação da digitalização) nesta quinta-feira, 22. O entendimento das teles e da Anatel é de que sem uma mudança nesse quesito será muito difícil atingir a marca estipulada pelo Ministério das Comunicações para o desligamento do sinal analógico.

Um dos pontos defendidos é tirar da base de cálculo os domicílios que têm TV por assinatura, mas que também acessam o sinal terrestre por outro aparelho. Na opinião das teles, esses domicílios já recebem o sinal digital na TV paga, especialmente aqueles em que o acesso é via cabo. Os radiodifusores discordam.

Segundo o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho, a situação desses usuários híbridos será debatida na próxima reunião do grupo, marcada para o dia 11 de novembro. Ele afirmou que a proposta foi enfatizada após a análise da pesquisa realizada em Rio Verde, que detectou que apenas 49% dos lares aptos a receber o sinal digital a dois meses da data prevista para o desligamento do sinal analógico no município.

A preocupação não é só com a cidade goiana, mas também com Brasília, que tem o switch-off marcado para abril de 2016 e onde os usuários híbridos são em número muito mais significativo. A EAD (Entidade Administradora da Digitalização) ficou de antecipar a apresentação dos números da capital federal para uma melhor avaliação.

Outra reivindicação das teles é o reforço da comunicação aos telespectadores sobre a necessidade de buscar uma solução para continuarem a receber o sinal da TV aberta após o desligamento. A proposta da EAD é de que seja usada uma tarja tomando 60% da tela e, dessa forma, tirar o telespectador da zona de conforto. Os radiodifusores não aprovam essa medida, mas se comprometeram a apresentar uma proposta alternativa na reunião do dia 11.

Bolsa Família

A reunião de ontem decidiu que os beneficiários do Bolsa Família que residem fora das áreas de cobertura da TV aberta vão receber o conversor e a antena de qualquer forma. A ideia inicial era de retirar essas famílias do benefício, mas acabou sendo abandonada.

Outra decisão foi de usar antenas compactas nos Kits do Bolsa Família. "Essas antenas têm custos menores para aquisição, instalação e distribuição e não trazem prejuízos à recepção", disse Bicalho. Esse ponto, entretanto, ainda será fechado em reunião que será realizada nesta segunda-feira, 26.

COMENTÁRIOS

4 Comentários

  1. Não identificado disse:

    Não foi a EAD que propôs a tarja cobrindo 60% da tela, mas a Anatel e o Ministério das Comunicações, na reunião do GT-Com de 08/09/2015.

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