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Após anunciar spinoff de divisões, HP cria plano para manter clientes corporativos

Postado em: 02/12/2014, às 16:09 por Redação

Quase dois meses depois de anunciar a separação das divisões de PCs e impressoras da unidade de hardware e serviços corporativos e convertê-las em uma empresa independente, com ações negociadas em bolsa, a HP divulgou nesta terça-feira, 2, um plano para manter os clientes mais importantes, permitindo que deixem para trás a tecnologia de processador usada em seus computadores.

A empresa disse que vai oferecer novas versões de chips para duas linhas de servidores HP Integrity: o Superdome e NonStop, que passarão a ser equipados com chips Xeon da Intel, amplamente utilizados em servidores de outros fornecedores. Atualmente, os servidores Integrity usam chips Itanium da Intel, uma família de processador surgida a partir da hoje extinta joint venture formada pelas duas empresas há duas décadas.

A receita com esses servidores "críticos para os negócios", como HP chama, registrou queda de 29% no quarto trimestre do ano fiscal de 2014, encerrado em 31 de outubro, na comparação com um ano antes. Mas o Superdome e o NonStop ainda são utilizados por bancos, operadoras de telecomunicações e outras empresas preocupadas com a confiabilidade.

Esses sistemas foram responsáveis por apenas US$ 929 milhões da receita no trimestre fiscal, bem abaixo dos US$ 12,5 bilhões gerados com as vendas de servidores mais populares da linha x86. Mesmo assim, é importante para a empresa manter boas relações com os clientes que utilizam esses processadores e podem trazer outros benefícios.

"Essas companhias compram software, serviços e outros hardwares da HP e dependem dos aplicativos em execução no Superdome e máquinas NonStop", disse Patrick Moorhead, analista da Moor Insights & Strategy, ao The Wall Street Journal. "A questão é como manter alguns clientes alta margem de lucro", disse.

Agarrar-se a esses clientes será um fator importante para a HP ser bem-sucedida na divisão da empresa. "Eles são um tipo muito conservador de clientes, que não querem correr riscos", disse Antonio Neri, vice-presidente sênior e gerente geral do grupo Enterprise da HP. "Mas, eventualmente, eles terão que passar para uma nova arquitetura." Ele ressaltou que a HP não pretende parar o desenvolvimento de sistemas baseados em Itanium, mas disse que os benefícios da mudança para a tecnologia Intel Xeon são significativos, quando combinada com outras melhorias HP está oferecendo.

Intel, que lançou seu último modelo de chip Itanium no fim de 2012, revelou planos de desenvolver um sucessor, cujo codinome é Kittson. A fabricante de chips não disse quando esse produto vai chegar ao mercado, nem tampouco descreveu os modelos. Intel obtém a maior parte de sua receita com chips baseados na tecnologia x86, que evoluíram a partir de computadores pessoais. Os processadores Itanium começaram a ser vendidos no mercado em 2001, mas não conseguiu atrair muitos clientes, além da própria HP. Enquanto isso, a Intel continuou aperfeiçoando seus chips x86 Xeon.

Linha Superdome, equipada com o sistema operacional Unix, é utilizada por empresas para uma variedade de tarefas pesadas de computação. Já linha de Nonstop lida com trabalhos mais sensíveis, como redes de ATM e negociações de ações. Essas máquinas foram herdades das operações da Tandem Computers, que havia sido adquirida pela Compaq, compra em 2002 pela HP.

O novo modelo do Superdome, anunciado nesta terça-feira, por exemplo, tem soquetes para conectar 16 chips Xeon e oferece nove vezes mais desempenho que um sistema convencional com oito chips da HP, disse a empresa. A HP desenvolveu chips de acessórios e software para acelerar a comunicação entre os chips e melhorar a confiabilidade.

Para o sistema Superdome, a HP está incentivando os clientes a mudar para o sistema operacional Linux ou outro software. Ou seja, ela está portando o software do NonStop para operar com chips Xeon. As novas ofertas baseadas em Xeon incluem software e armazenamento de dados. A HP havia pagado centenas de milhões de dólares para a Intel para continuar trabalhando com o Itanium.

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