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Com compra da Scopus aprovada, IBM Brasil vai concentrar foco em serviços e no acordo com Apple

Postado em: 02/12/2014, às 18:28 por Erivelto Tadeu

Com a expectativa de que 2015 será um ano difícil para o Brasil, a subsidiária da IBM continuará a apostar todas suas fichas nos mercados de big data, computação em nuvem e, principalmente, mobilidade. Em relação a esta última área a grande cartada da companhia é a parceria firmada com a Apple, em julho deste ano, para conquistar clientes corporativos, com a oferta de aplicativos e iPhones e iPads sob medida para usuários de empresas.

As duas empresas planejam lançar mais de 100 soluções empresariais, inclusive aplicativos desenvolvidos para a plataforma iOS, juntamente com os serviços da IBM na nuvem, de segurança e análise. Como parte do acordo, a IBM também venderá iPhones e iPads feitos sob medida para indústrias específicas.

Apesar de os três últimos anos terem sido os melhores para a IBM no país e em 2014 a receita local ter ficado acima da meta, o presidente da companhia no Brasil, Rodrigo Kede, avalia que o cenário "será mais difícil" em 2015. Em encontro com jornalistas nesta terça-feira, 2, em São Paulo, o executivo falou sobre o mercado de mobilidade e da importância do acordo com a Apple para a incorporação de serviços e suporte e aplicações.

Ao observar que o celular se tornou onipresente, por meio do qual as pessoas fazem consultas, realizam pagamentos e transações, entre outras operações, Kede diz que, justamente por isso, toda empresa que tem uma massa de clientes na ponta, como redes de varejo e bancos, continuarão a investir em tecnologia, daí a importância da parceria com a Apple. "A venda de dispositivos poderá até acontecer, mas não é o relevante. O que nos atrai é o mundo das aplicações que está se abrindo para a IBM. A demanda dos clientes quando eles souberam do negócio nos surpreendeu. Eles nos procuraram solicitando manutenção, querendo aplicações para o iPhone e para o iPad", afirmou.

Foco em serviços

Outra peça importante na estratégia da empresa, segundo Kede, é a Scopus Tecnologia, empresa recém-adquirida do Bradesco pela IBM e que atua na prestação de serviços relacionados a suporte técnico, monitoramento e manutenção de software e hardware, entre outros. Além de assumir as atividades de suporte e manutenção de hardware e software ao banco, a IBM vai expandir a atuação no país.

Isso, sem falar no papel fundamental que a Scopus terá para tornar a IBM reconhecida como uma empresa de serviços. "Esse tem sido um dos grandes desafios da IBM nos últimos anos. A Scopus está presente em 5,5 mil municípios brasileiros e, com isso, vamos poder oferecer manutenção e suporte para empresas em todo o país, além apresentar e demonstrar nossas aplicações de negócios. É uma oportunidade para conquistarmos novas fontes de receita", salienta Kede, ao acrescentar que o Bradesco já obteve aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para vender a Scopus para a IBM Brasil — o despacho foi publicado no Diário Oficial da União.

A expectativa, de acordo com o executivo, é começar a integração das operações ainda neste mês. Kede também garantiu que o suporte e assistência técnica prestados a outros fabricantes de hardware e software serão mantidos. "Nada muda", afirma ele, adiantando apenas que o nome Scopus deve desaparecer a dar lugar à IBM.

Big data e nuvem

O presidente da IBM Brasil ressaltou também que os negócios de big data estão crescendo no país, em especial nos setores financeiro e de varejo. Ele cita a conquista recente de uma rede de farmácias do Nordeste, com uma receita de R$ 4 bilhões, que está usando a solução de análise de dados da IBM.

Já em relação à computação na nuvem, Kede admite que a IBM ainda tem de conquistar mercado. Mas ele descarta entrou em guerra de preços para venda de infraestrutura como serviço (IaaS). "Não vamos vender por vender. Temos aplicações e serviços e fizemos um bom esforço nos últimos seis meses para ganhar mais clientes nessa área. Vamos continuar nessa trajetória."

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