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Rederesíduo cria sistema para gerenciar reciclagem de construção civil

Postado em: 03/12/2012, às 20:15 por Redação

As empresas que querem vender, trocar ou doar seus resíduos (geradoras) em obras de construção civil são conectadas através do portal Web, onde os interessados em utilizar os mesmos como matéria-prima em seus processos industriais;,cooperativas e recicladores em geral podem negociar e trocar informações.

“Quase 30% do resíduo gerado em na cidade de São Paulo vem da construção civil residencial. São mais de 4300 toneladas/dia. Isso sem considerar construções de grande porte que geram 5 a 6 vezes mais do que isso. Consideramos que até 80% destes resíduos são recicláveis, ou pelo menos poderiam ser” comenta Francisco Luiz Biazini Filho,  diretor do site, alertando que uma obra média em São Paulo gasta mais de R$ 3 milhões para pagar as caçambas que levarão os resíduos para os aterros. “A Rederesíduo proporciona a simbiose entre as geradoras dos resíduos e as empresas que podem reutilizar esta matéria prima de uma forma muito eficaz, cooperativa”, explica.

O sistema administra a oferta e a demanda por resíduos com o objetivo de apoiar projetos de gestão e de logística reversa dos grandes geradores. A criação de bolsas de resíduos customizadas é um dos principais diferenciais do site, permitindo também a realização de leilões reversos, em um ambiente seguro de negócios, com atualização constante do fluxo de informações e notificação de oportunidades.

Outra vantagem da Rederesíduo é o georreferenciamento, utilizado na otimização de rotas o que propicia a redução do custo do frete, além de permitir o controle quanto à destinação final dos resíduos diminuindo os riscos para o meio ambiente.A construtora Camargo Correa iniciou em agosto do ano passado o projeto piloto  em três grandes canteiros de obras: a Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, o Consórcio Ferrosul, em Goiás e a Refinaria RNest, em Pernambuco.

A partir de março deste ano, a empreiteira começou a ampliar o sistema desenvolvido pela Rederesíduo para todos os 32 canteiros de obras que mantém nas diversas regiões do país.

Segundo Biazin,  com um investimento inicial de R$ 250 mil, a Camargo Correa viu, em um curto espaço de tempo, os resíduos de suas obras se transformarem em um negócio sustentável e rentável: foram comercializadas 11,6 mil toneladas de metais, ao preço de R$ 270,00 a tonelada; 700 toneladas de plástico, a R$ 686,00 por tonelada e 400 toneladas de papel, vendidas a R$ 280,00 a tonelada. Quando todos os canteiros de obras estiverem integrados ao sistema, a empreiteira estima um faturamento em torno de R$ 2,5 milhões.

“Depois de um ano superamos as nossas metas pactuadas com os clientes em mais de 40%” comenta Isac Wajc, outro diretor da empresa, ressaltando que, além da superação de metas quantitativas, o que se percebe é que as empresas mudam radicalmente sua cultura corporativa passando a assumir a reciclagem como um valor intrínseco ao seu negócio.

Histórico

O projeto da Rederesíduo teve inicio em 2005, com o apoio do incubadora CIETEC – Centro Incubador de Empresas Tecnológicas – com financiamento da FAPESP e entrou em operação em 2011. Seus idealizadores e atuais diretores são Isac Moises Wajc e Francisco Luiz Biazini Filho.

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