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Pesquisadores brasileiros desenvolvem chip de alta complexidade

Postado em: 06/03/2007, às 22:32 por Redação

Grupos de alunos do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desenvolveram uma série circuitos integrados de alta complexidade. Os circuitos foram concebidos dentro do projeto Brazil-IP, financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e administrado pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Participam do projeto mais de setenta alunos e 16 professores de oito universidades.

Os pesquisadores trabalharam em todas as etapas de desenvolvimento dos três circuitos integrados: um processador 8051, um decodificador MP3 e um decodificador MPEG4. Os três chips são conhecidos internacionalmente, uma vez que são peças-chave na composição de vários sistemas utilizados na área de TV digital e multimídia.

Por exemplo, uma versão ampliada do decodificador MPEG4 está no coração de todo setop-box, equipamento necessário ao funcionamento de um aparelho de TV digital. Daí a importância do trabalho. "São projetos de extrema complexidade, não triviais, desenvolvidos por alunos de graduação", explica a professora Edna Barros, do Centro de Informática da UFPE e uma das coordenadoras do projeto, juntamente com os professores Guido Araújo (Unicamp) e Elmar Melcher (UFCG).

Ainda que já tenham sido desenvolvidos anteriormente por grandes empresas no exterior, Edna explica que o processador 8051 e os decodificadores MP3 e MPEG4 são circuitos de altíssima complexidade, cuja tecnologia ainda não havia sido dominada por nenhuma universidade ou centro de pesquisa brasileiro.

Todos os circuitos funcionaram na primeira vez em que foram testados. "São os maiores já desenvolvidos por instituições brasileiras, e conseguir desenvolver um circuito complexo que funciona na primeira rodada (first time silicon) não foi algo simples", complementa o professor da UFPE, Manoel Eusebio de Lima, um dos participantes do Brazil-IP.

No Brasil, apenas uma empresa, a norte-americana Freescale, instalada em Jaguariúna, no interior de São Paulo, desenvolve projetos de circuitos integrados dessa complexidade.

O objetivo do projeto Brazil-IP é formar recursos humanos qualificados para projetar circuitos integrados e estruturar a área de design de módulos de propriedade intelectual (IP-cores) no Brasil. Orçado em R$ 2 milhões, o Brazil-IP já recebeu recursos da ordem de R$ 1,8 milhão, utilizados para aquisição de equipamentos, softwares e placas, treinamento de professores e alunos, bolsas de estudo e viagens de intercâmbio. Foram realizados cinco treinamentos com a participação de representantes de todas as instituições envolvidas.

Também participam do projeto Brazil-IP as universidades de São Paulo (USP), Federal de Minas Gerais (UFMG), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade de Brasília (UnB). Essas universidades cumpriram ou estão concluindo a primeira fase do programa, e algumas estão caminhando na direção da conclusão da segunda fase.

Os três grupos que desenvolveram os circuitos integrados (UFPE, Unicamp e UFCG) fazem parte, hoje, do Laboratório para Integração de Circuitos e Sistemas (LINCS), uma design house do Cetene. O laboratório é membro do programa CI-Brasil, uma das iniciativas do MCT, que tem por missão executar a política industrial de semicondutores do governo federal.

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