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Links internacionais representam até 40% do custo da Internet na América Latina, diz Cepal

Postado em: 07/11/2011, às 18:46 por Daniel Machado

O uso dos cabos submarinos (enlaces internacionais) representa de 30% a 40% do custo final do serviço de Internet na América Latina. A informação foi passada pelo consultor da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Edwin Rojas, nesta segunda-feira, 7, no II Fórum Ibero-americano para o Desenvolvimento da Banda Larga, em São Paulo.

Segundo ele, trata-se de um valor excessivo na composição da conta do serviço de Internet. “As operadoras dizem que esse custo não passa dos 20%, mas há outras melhorias que devem ser analisadas”, alerta. Isso acontece, de acordo com o consultor, pois de 60% a 80% do tráfego internacional originado na América Latina passa por servidores dos Estados Unidos. Cerca de 40% desse tráfego advém do Brasil.

A Cepal defende a união dos países sul-americanos para a implantação de novas redes de transmissão e saídas internacionais, além da distribuição de centros regionais de processamento de dados, com servidores no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. “A princípio, os servidores seriam instalados nos países com maior demanda por serviços de dados. Porém, todos os países do Unasul seriam beneficiados”, explica. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é a união intergovernamental que integra os países latino-americanos. O diálogo regional, no entanto, está ocorrendo entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Equador e Uruguai. “A Cepal está desenvolvendo um documento com propostas que auxiliarão não só a estruturação de políticas de integração da infraestrutura de transmissão, mas também na redução dos custos e melhoria da qualidade dos serviços e promoção da coesão cultural da região”, revela. Um dos benefícios imediatos de tal integração seria o aumento da qualidade das redes de transmissão, com redução de até dez vezes na latência dos links internacionais.

Brasil

O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, César Alvarez, ressalta que a maior exigência gerada pelos serviços de redes sociais e por dispositivos mais avançados estão criando uma necessidade por maior largura de banda. “Hoje, o Brasil  não tem interligação com mais de quatro países. A entrada da Telebrás (no setor de cabos submarinos) é importante para proporcionais redes de transporte de dados mais avançadas”, diz. “A parceria dos países latino-americanos com a Telebrás pode se dar por cotas ou contratos de compra antecipada, o que seria muito importante para a viabilidade do negócio e o desenvolvimento da região”, acrescenta.

Encontro

Alvarez ressaltou também que o Brasil será o país anfitrião de um encontro que reunirá, em Brasília, no dia 29 de novembro deste ano, os ministros de Comunicação da América do Sul. Esta deve ser a primeira de uma série de encontros para a promoção da integração das telecomunicações na região. Segundo o Minicom, o governo está desenvolvendo, com o auxílio da Cepal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um mapa para verificar os pontos de melhoria nas comunicações da região.

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