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Ensino a distância deve movimentar R$ 636 milhões no país

Postado em: 08/09/2005, às 14:12 por Redação

Ainda longe de alcançar o valor apresentado pelo mercado norte-americano, de US$ 1 bilhão, os programas de ensino à distância (que incluem uma ampla gama de aplicações e processos como internet, extranet, intranet, LAN/WAN, áudio e vídeo, transmissão via satélite, televisão interativa e CD-ROM) têm tomado um caminho promissor e se mostrado um método rápido e eficiente para adquirir qualificação e aprendizado.

Estudo realizado pelo portal e-Learning Brasil mostra que o crescimento previsto para o setor corporativo neste ano é de 40%, sendo que apenas os cursos via internet deverão movimentar cerca de R$ 300 milhões. A estimativa é que o total de negócios gerados por esse segmento no Brasil deve ficar na casa dos R$ 636 milhões.

O número de empresas que utilizam esse meio como um caminho para capacitação de seus funcionários tem crescido de forma exponencial, principalmente em São Paulo, que concentra 80% das empresas do setor. Em 1999, quando surgiu no Brasil, eram menos de dez empresas que utilizavam o método, hoje, este número ultrapassa 450, com mais de 1,5 milhão de pessoas treinadas.

Para Rosana Gomes, sócia-diretora da Treina E-learning, empresa especializada em capacitação de executivos do mercado financeiro, o e-learning é uma ferramenta prática e essencial para o crescimento e desenvolvimento de uma empresa e de seus colaboradores. "Além de manter os profissionais constantemente atualizados, reduz sensivelmente custos com viagem, alimentação e transporte, possibilitando também a escolha do horário mais adequado para estudar?, comenta.

Rosana ressalta ainda que os cursos e-learning não podem ser meras adaptações de conteúdos existentes sobre determinado tema, já que muitas vezes nos deparamos com "cursos" que são verdadeiras "colchas de retalhos" de textos que, depois de trabalhados pelo web designer ficam "lindos", porém provocam no profissional que acaba o "curso" uma sensação de absoluto vazio.

Afinal, qual a grande vantagem desse método? Flexibilidade de horário foi a resposta da pesquisa realizada no site da Treina E-learning (veja os dados consolidados abaixo). Um estudo realizado pela Universidade de Santa Catarina mostrou também que os alunos do ensino a distância conseguem reter 20% mais conhecimentos do que os alunos que freqüentam uma instituição de ensino.

A outra grande vantagem apontada pelo presidente do portal e-Learning Brasil, Francisco Antonio Soeltl é a democratização do acesso à informação. ?Uma empresa de grande porte, pode, de uma forma rápida e eficiente, treinar 65 mil profissionais em todo o território nacional, com foco naquilo que interessa?, ressalta Soeltl.

CUSTOS FACILITAM O TREINAMENTO

Computadores cada vez mais velozes, conexões de rede de alta velocidade e, o mais importante, a redução de custos desses equipamentos estão transformando o e?learning numa das melhores opções de ensino. E essa tendência tem sido comemorada tanto pelas próprias empresas, que constatam seus benefícios, quanto por projetistas de e-learning.

Segundo especialistas, o sucesso de um projeto de e-learning se baseia nos pilares: gerenciamento superior e projeto de treinamento. ?O conteúdo de um programa de ensino a distância é fundamental. É elaborado por profissionais especializados e pedagogos, e daí adaptados a linguagem de internet para fácil entendimento. Os cursos permitem ainda que os alunos sejam formados pelos melhores profissionais de cada área?, ressalta Rosana.

Um outro grande aliado do e-learning hoje no Brasil tem sido a redução de custo dos equipamentos. Dois meses depois de sua criação o programa de inclusão digital ?Computador Para Todos? do governo federal, que isenta o PIS/Pasep e Cofins para micros com preço abaixo de R$ 2.500, fez as vendas crescerem em até 100%.

De acordo com informações divulgadas pela assessoria do Extra, primeira grande rede varejista a colocar o projeto em prática, além do crescimento de vendas houve também um aumento de 42% de faturamento na área de informática. E um outro projeto deve entrar em vigor ainda este ano. Trata-se do incentivo ao financiamento de micros de até R$ 1.400 que seguem as configurações estipuladas pelo governo.

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