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Anatel diz que não há prazo para fim dos testes com rádios digitais

Postado em: 08/10/2007, às 21:09 por Redação

O prazo para fim dos testes oficiais com rádios digitais dentro da nova metodologia vai depender dos esforços que serão realizados por cada grupo. A afirmação é do superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian. ?Se tiver um esforço integrado com universidades, em dois, três meses, é possível ter, pelo menos, alguma finalização?, avalia ele.

Ele observa, porém, que o último pedido de autorização para realização de teste individual foi feito em abril. ?Ou seja, até abril do ano que vem ainda haverá rádios testando?, explica Minassian. O superintendente da Anatel diz não querer gerar expectativas sobre quando os testes oficiais com os sistemas de rádio digital estarão prontos. ?Hoje, eu não tenho resultados confiáveis?, avisa. "Os aflitos, os apressados que dizem: 'não, em quinze dias eu mando?. E quinze dias não vão fazer uma coisa bem feita. O importante é ter resultados confiáveis porque a sociedade internacional vai olhá-los com lupa e não pode ter furos?, afirma.

O superintendente conta que, no processo de escolha da TV digital, ?muita gente questionou o resultado dos testes, mas nós tínhamos tanta confiança que confirmamos tudo e tínhamos razão. Então você não pode vacilar?, diz Minassian.

Para ele, só agora, com a metodologia elaborada, é que o processo de escolha do sistema digital começa a andar. ?Estamos na estaca, se não zero, incipiente ainda. Recentemente conversamos com os radiodifusores que têm vontade de prosseguir com os testes e também com as associações de classe envolvidas.?

Segundo Minassian, o prazo final será dado pelo desenrolar dos testes. ?Temos que avaliar com muita cautela esses resultados. Se, na hora de testar, surgir um imprevisto? É difícil você identificar agora os problemas que vão surgir?, avalia. O superintendente conta que a maioria da empresas ? tanto AM, quanto FM ? que realizaram testes individuais, optaram por testar o sistema americano Iboc. Duas a três rádios serão escolhidas para fazerem os testes oficiais.

Já o modelo europeu DRM será testado pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Radiobrás. O transmissor já está com a equipe da UnB e será instalado na estação transmissora da Rádio Nacional, em Brasília. O aparelho receptor será instalado em um veículo móvel da Radiobrás. Onze rotas distintas foram traçadas para testá-lo em diversas localidades. Para iniciar os testes, a equipe aguarda a visita de um técnico alemão que finalizará a instalação dos equipamentos.

Durante o período de transição do sistema analógico para o digital, que deve durar dez anos, cada rádio vai ocupar o dobro de espaço, o que já utiliza hoje para transmissão analógica e outro para a transmissão digital. ?Como há muitas rádios, não há freqüências disponíveis?, diz o superintendente. Ou seja, não há espaço sobrando.

A situação exige um sistema que ?use a mesma freqüência do analógico para a transmissão digital. Com isso, ficamos restritos a dois sistemas?, afirma Minassian. Os dois sistemas testados pelo Brasil são o norte-americano In Band ? On Chanel (Iboc) e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM). As rádios em ondas médias (AM) são contempladas pelos dois sistemas. No entanto, o norte-americano não faz transmissões em ondas curtas (OC) e, o europeu, por sua vez, não contempla a FM.

As OCs são necessárias porque só elas alcançam regiões remotas do país, como a Amazônia. As rádios OC chegam também a outros países da América. Podem ser ouvidas por brasileiros fora do país e também serve de comunicação entre as nações em casos extremos, como uma guerra.

Os demais sistemas existentes usam o satélite, hipótese descartada pelo Brasil. ?Imagina ter que equipar os rádios dos veículos ou os rádios de bolso para receberem sinal por satélite. Isso muda a vida do brasileiro e, durante o período de transição tenho que garantir que as pessoas não mudem de equipamento?, adianta Minassian. Segundo ele, outra vantagem para o ouvinte é que, no sistema europeu, as rádios ficariam na mesma freqüência que ocupam hoje.

Como não há um único sistema que atenda a todas as necessidades brasileiras, o Ministério das Comunicações vem afirmando que a solução pode ser a adoção dos dois sistemas. Inicialmente, a intenção era indicar o melhor modelo ainda este mês. Mas, devido à falta de conclusões dos testes, o ministro Hélio Costa anunciou que esperaria. O ministério foi procurado, mas Hélio Costa não se manifestou devido a problemas de agenda.

Para a decisão final sobre qual sistema o Brasil vai escolher, entram ainda fatores econômicos e estratégicos. O ministério, com base nos testes, apresentará um relatório final com a indicação de qual sistema é o mais apropriado para o país. O relatório será enviado à Casa Civil e é o presidente da República quem anuncia a decisão final.

Um conselho consultivo foi criado para auxiliar o Ministério das Comunicações. O grupo é formado por representantes da União, do setor de radiodifusão, da indústria, dos usuários, do meio acadêmico e também dos anunciantes.

Nas próximas semanas, a Anatel vai enviar a duas ou três emissoras de rádio escolhidas a metodologia criada para a realização de testes com os sistemas de rádio digital.

De acordo com Minassian, a escolha das rádios fica a cargo do setor. ?Nós pedimos que eles escolhessem, entre eles, quem vai ser o cobaia para esses testes. É mais fácil do que você impor.? Para tanto, as especificações e metodologia serão entregues à Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e à Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra). Três principais questões deverão ser avaliadas: a qualidade do sinal, a abrangência da cobertura e possíveis interferências entre emissoras do sistema digital sobre o analógico.

O superintendente destaca que concentrar os testes em duas rádios ?não significa que são as duas melhores. Não tem nada a ver. Mas tenho que fazer um teste na praça de São Paulo porque é crítica. Tenho edifícios altos e um monte de obstáculos. Se o sistema der certo em São Paulo, a tendência de dar certo em outras cidades mais planas é muito maior?. Assim como São Paulo, ele cita Belo Horizonte e Rio de Janeiro, como cidades que têm a topografia bem diversificada. ?Não pretendo remeter para vinte emissoras porque, quando você abre muito o leque, vai ter resultados dispersos?, acrescenta Minassian.

Com informações da Agência Brasil.

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