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Brasil é o país que mais hospeda conteúdo mal-intencionado na AL

Postado em: 09/02/2010, às 18:58 por Redação

A América do Norte continua liderando como a região que mais hospeda conteúdos mal-intencionados, seguida pelo bloco formado pela Europa, Oriente Médio e África (chama de EMEA) e, em terceiro, a Ásia/Pacífico. Na Europa, a Alemanha se mantém em primeiro lugar, seguida pela Holanda e pela Itália. Na Ásia, a China é o país com mais hospedagem de ameaças, seguida pela Rússia e pela Coréia do Sul.
As informações constam do relatório da McAfee, fornecedora de software de segurança, sobre ameaças referente ao último trimestre de 2009. O documento aponta que, apesar de ainda ter um índice de incidência menor que as demais regiões do mundo, a América do Sul está começando a ter uma influência maior, sendo o Brasil o país com a maior hospedagem na região, seguido pela Argentina.
O relatório revela também que, no ano passado, a média mundial de mensagens indesejadas (spam) por dia foi de 135,5 bilhões. Ainda assim, o volume total teve queda de 24% no quarto trimestre na comparação ao trimestre anterior. Os disseminadores de spams (spammers) fizeram grande uso de manchetes em 2009, aproveitando-se de notícias de repercussão mundial, incríveis tragédias e grandes eventos. Entre as principais tragédias exploradas pelos spammers no ano passado estão o acidente com o avião da Air France no Brasil e a morte de Michael Jackson.
Os pesquisadores da McAfee observaram também um número significativo de golpes de phishing com o tema da Copa do Mundo FIFA 2010, cavalos-de-Tróia Zeus criados para roubar dados pessoais e bancários, referências ao programa de vacinação contra o vírus da gripe suína e golpes de "enriquecimento rápido", em função do aumento dos níveis de desemprego em função da crise econômica.
Segundo o relatório, a China foi a líder mundial em produção de zumbis e execução de ataques de injeção de SQL (que utilizam falhas no servidor SQL permitindo a execução de comandos através de instruções na mesma linguagem de programação), ao mesmo tempo em que os ataques pela web tiveram um papel maior e assim continuará sendo enquanto os cibercriminosos continuarem atacando as redes sociais mais populares.
O país superou os Estados Unidos na criação de redes zumbis. A produção nos EUA caiu 13,1% no terceiro trimestre para 9,5% no trimestre seguinte, fazendo com que a China liderasse com 12%. O Brasil ficou em terceiro lugar, seguido pela Rússia e pela Alemanha. Os EUA continuam sendo o principal país em termos de produção de spam, com o Brasil e a Índia ocupando o segundo e terceiro lugares, respectivamente. A Ucrânia e a Alemanha se juntaram à lista dos dez principais países produtores de spam pela primeira vez em 2009.
Os ataques com motivações políticas estão em ascensão no mundo todo e são direcionados a redes sociais conhecidas, como o ataque político do ciberexército iraniano voltado para o Twitter. O relatório confirma que os EUA não são o único alvo e que a China não é a única origem desses tipos de ataques. Alguns ataques políticos recentes tiveram como alvos o governo polonês, a Conferência sobre Mudança do Clima em Copenhague e o dia da independência na Letônia.
Os malwares que incluem softwares de segurança falsos, ataques a redes sociais e infecções a USBs que executam ameaças automaticamente tiveram uma expansão significativa no último ano. Os ataques pela internet focados na web 2.0 e as ameaças em dispositivos de armazenamento portáteis tiveram grande parte das atenções em 2009, contribuindo enormemente para o aumento de ameaças e demonstrando como a natureza das ameaças a computadores está evoluindo ao longo do tempo.
Os cibercriminosos usaram os sites de relacionamento para atacar uma nova geração de vítimas. As atividades do Koobface (vírus que se autorreplica através de perfis infectados do Facebook e MySpace) aumentaram consideravelmente durante o final de 2009. Agora, essa ameaça é hospedada em servidores de 46 países diferentes, sendo os EUA, a Alemanha e a Dinamarca os líderes em hospedagem.

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