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Invenção e inovação no Brasil

Postado em: 09/12/2011, às 22:18 por Redação

A bicicleta apareceu pela primeira vez nos desenhos de Leonardo da Vinci no século 15. Mas a ideia somente foi patenteada em 1818. Apesar de funcionar, a bicicleta não se popularizou até que a percepção de insegurança fosse eliminada e que a produção em massa fosse viabilizada pela revolução industrial.

Invenção não é inovação. Invenção é o puro ato de criação de conhecimento. Inovação ocorre quando uma invenção causa um impacto positivo na vida das pessoas e atinge sucesso comercial. Inovação requer todo um ecossistema favorável para que possa emergir e florescer de forma sustentável. Observando diversos países do mundo. Notamos que o ecossistema de inovação inclui universidades, governo e empresas de diversos portes. Gerar pesquisas relevantes, formar núcleos de competência em áreas estratégicas, fomentar políticas agressivas de isenção fiscal e proporcionar um ambiente seguro para a criação de propriedade intelectual e implementação de startups são alguns dos itens indispensáveis para que esse ecossistema funcione e se desenvolva.

Israel trilhou este caminho com maestria e gerou um ecossistema de inovação vibrante e autossustentável: a Universidade de Jerusalém recebe anualmente US$ 1 bilhão por ano em royalties, oriundos das empresas ali instaladas. Israel investe 4,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. Em 2009, Israel tinha 3.8 mil startups, ou uma empresa de tecnologia para cada 1.8 mil israelenses.

No Brasil, investimos 1,2% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento mais da metade do dinheiro oriundo de instituições públicas. O governo tem muitos programas e políticas de incentivo à inovação que incluem formação de recursos humanos (Programa RHAE, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), linhas de crédito (BNDES), incentivos (Lei da Inovação, Lei da Informática, Lei do Bem) e promoção de exportações (Apex-Brasil). Apesar das políticas existirem, acessar esses recursos ainda não é trivial.

Comparativamente a Israel e aos Estados Unidos, o setor privado brasileiro ainda não abraça inovação como prática necessária à competitividade. Poucas empresas consideram suporte a startups uma forma de investimento de alto retorno. Investimentos de private equity existem. Mas a prática ainda não é prevalente. O conhecimento é fundamental à inovação, mas não precisa necessariamente originar-se in-house. Investir em startups, firmar parcerias com universidades e colaborar com outras empresas inovadoras são maneiras de o setor privado contribuir para gerar inovação , lucro e benefícios para a sociedade e a economia brasileira.

A inovação necessita de todo um ecossistema favorável para emergir e florescer. É importante que tanto o setor público como o setor privado nacional abracem a inovação como urna alavanca para melhorar a competitividade. Gerar empregos e renda, e criar indústrias capazes de afetar positivamente o futuro do país.

Fernando Martins é presidente da Intel Brasil

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