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Após integração, SEN intensifica foco como fornecedora de soluções e serviços

Postado em: 10/03/2010, às 19:13 por Pedro Canário

Pouco mais de um ano depois de ter concluído o processo de integração com a Enterasys Networks, a Siemens Enterprise Communications já comemora os ganhos com as sinergias proporcionados pela fusão das operações das empresas, embora ela não revele cifras. A expectativa agora é que as experiências da Siemens Enterprise Communications Group (SEN) – nova denominação social adotada pela joint venture – tragam maior equilíbrio, tanto do ponto de vista financeiro quanto operacional, e possibilite à companhia aumentar a competitividade no mercado.
Uma das sinergias obtidas foi no que se refere ao foco de atuação. Até a venda de 51% de seu capital para o fundo americano de private equity Gores Group LLC, por US$ 273 milhões, a Siemens Enterprise Communications, divisão de telecomunicações da Siemens AG, operava exclusivamente como fornecedora de hadware de comunicação corporativa. Com a fusão, a SEN passou a trabalhar como integradora e fornecedora de software e serviços, agregando ao portfólio os produtos de rede e de segurança da Enterasys. O outro ganho foi a junção dos canais e da base de produtos das duas companhias, inclusive no Brasil.
O vice-presidente mundial de serviços profissionais e soluções da SEN, Gerald Kroner, diz que a venda da divisão "foi a melhor coisa que poderia ter acontecido à empresa". "Se antes éramos apenas mais uma unidade de negócios do grupo Siemens, agora somos uma empresa independente, com negócios próprios e investimentos próprios. A mudança foi fundamental para que pudéssemos dar mais foco aos nossos produtos e serviços, e continuar competitivos no mercado."
Em entrevista exclusiva a TI INSIDE Online, o executivo admite que a integração das atividades não foi tão suave. Como o negócio foi concluído no auge da crise financeira mundial, Kroner diz que a empresa teve de efetuar algumas demissões – ele não soube quantificar o número de empregados dispensados –, além de adiar e até mesmo cancelar alguns projetos. Ele observa, porém, que, ao contrário do que foi se dizia, quase não houve sobreposição de funções e produtos, por isso acredita que o corte não tenha sido significativo. "Mas com certeza houve. Toda negociação desse porte envolve demissões."
A SEN também teve de enfrentar uma retração do setor entre 15% e 20%. Mas, apesar desses percalços, Kroner afirma que a companhia registrou uma queda na receita de 10%, menor portanto que a verificada no mercado. Ele diz que a crise serviu, inclusive, para que a empresa ganhasse participação no mercado, principalmente em setores que sofreram muito com a recessão, como o automobilístico, financeiro e de telecomunicações.
O vice-presidente mundial de serviços profissionais da SEN explica que, desde 2008, a empresa vem investindo na oferta de soluções de comunicações como serviço (CaaS, na sigla em inglês), em que o cliente compra as funcionalidades proporcionadas pelo software como se fossem um serviço. Isso significa que toda a infra-estrutura necessária para a operação é da SEN, ou seja, fica hospedada no Network Operation Center (NOC) da empresa. O cliente paga uma mensalidade pelas funcionalidades que adquiriu. "Isso reduz o custo de implantação de qualquer estratégia de comunicações e acaba atraindo as empresas que não têm grande capital para investimento inicial em infraestrutura de tecnologia da informação e comunicações", observa Kroner.
O diretor de serviços e soluções da SEN no Brasil, João Fabio de Valentim, salienta que a nova empresa já nasceu com uma carteira de clientes de peso, na qual figuram nomes do porte da montadora de automóveis GM e a operadora de telecomunicações Oi. Ele diz, inclusive, que apesar de fortemente afetadas pela crise, por conta dos serviços mais baratos da SEN, essas duas empresas conseguiram encontrar soluções mais adequadas às suas necessidades e orçamentos, de maneira que as operações internas não fossem prejudicadas por serviços de comunicação mal prestados.

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