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Para Cisco, neutralidade de rede não deve impedir diferenciação de serviços

Postado em: 10/11/2011, às 20:15 por Samuel Possebon

Jeff Campbell, diretor senior da Cisco para assuntos governamentais relacionados a políticas tecnológicas e comerciais esteve esta semana no Brasil. Ele é um dos principais responsáveis pela defesa da posição da empresa em relação a temas como neutralidade de rede, e esse foi um dos tópicos de sua visita ao Brasil. Para Campbell, o caminho que alguns países do mundo estão seguindo em relação ao tema tende a desestimular investimentos em redes e inovação. entre esses países que segue um caminho preocupante estão os EUA, diz ele. "O modelo que nos parece mais razoável é o europeu, onde há uma tendência a regular menos a questão da neutralidade e deixar que os órgãos antitruste corrijam, posteriormente, eventuais distorções", diz. Para ele, o "problema" da neutralidade de rede é algo que ainda não existe. "Alguns países, como os EUA, estão regulando um problema que ninguém sabe se surgirá". Na visão da Cisco, não existe nenhuma polêmica em relação aos princípios básicos de uma rede neutra. "Se o seu conceito é o de que neutralidade é o livre acesso a conteúdos e aplicações e a possibilidade de conectar qualquer dispositivo à rede, desde que isso não seja uma ameaça à integridade física do sistema, não acho que ninguém seja contra. A polêmica começa quando se discute se por trás da neutralidade está a proibição de que os provedores de rede estabeleçam níveis diferenciados de qualidade de serviço". Para a gigante de Internet, a diferenciação destes níveis de qualidade é que estimula o surgimento de novos serviços e modelos de negócio, e proibir isso é desestimular a inovação. "O problema do modelo norte-americano, por exemplo, é o excesso de justificativas que você precisa apresentar toda vez que vai colocar algum limite na rede", diz ele.

Outro problema, segundo o executivo da Cisco, é que a premissa por trás do argumento de que a rede deve ser absolutamente neutra, sem nenhuma diferenciação de qualidade, é que o consumidor sempre terá que pagar a conta. "Se você não permite acordos comerciais para diferenciar a qualidade dos serviços, a conta da rede será sempre paga pelo usuário final apenas". Na visão da Cisco, que é alinhada à das grandes operadoras de telecomunicações, seria justo que os grandes provedores de conteúdo, que sustentam seus serviços com publicidade, pagassem uma parte da conta também.

Sobre políticas de garantia de qualidade de serviço, como as que estão sendo criadas no Brasil com a regulamentação da qualidade nos serviços de banda larga fixa e móvel, o grande desafio, segundo a Cisco, é conseguir medir a qualidade para atestar se os parâmetros estão sendo cumpridos. "Existem centenas de variáveis que podem afetar a performance de uma rede, e estabelecer esses critérios é muito complicado, por isso não vejo muito sentido nesse tipo de regulamentação", diz Campbell. Para ele, o melhor modelo é o competitivo. "Se você tem dois ou mais competidores na oferta de rede, eles trabalharão para oferecer o melhor ao usuário dentro da viabilidade econômica", diz.

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