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Blockchain, o novo protocolo de confiança na mira de C-Levels

Postado em: 11/05/2017, às 21:22 por Leandro Duran

Há quase uma década, o Blockchain, a tecnologia por trás do bitcoins ou criptomoedas, começou timidamente apresentada por um grupo de programadores e vem ganhando força inimaginável nos últimos tempos.

Visto como uma forma revolucionária para empreendedores arquitetarem novos modelos de negócios, o Blockchain baseia-se num novo protocolo de confiança. A tecnologia torna possível transferências ágeis de valores entre usuários da plataforma, sem a necessidade de intermediários para assegurar transparência às transações.

Esta é uma das razões do Blockchain ter potencial para quebrar paradigmas, especialmente no mercado financeiro ao estabelecer uma via direta entre quem realiza as operações, inibindo taxas e intervenções de agente. O Blockchain pode ser interpretado como uma "cadeia de blocos de transações seguras", que transitam pela rede. Compõem esses blocos, pessoas com um interesse comum de negociação.

Dentre as grandes vantagens da tecnologia está a sua capacidade de registrar o histórico completo das operações. Isto significa que dados detalhados dos envolvidos nas transações e validações dos blocos ficam disponíveis para os usuários. Além de permitir a rastreabilidade, um novo bloco só é criado a partir de um bloco anterior com transações válidas. Dessa forma, uma nova cadeia de transações já nasce com um histórico 100% confiável, resolvendo definitivamente uma das questões mais críticas das atuais operações financeiras.

Sistema altamente distribuído e validações simultâneas, inibem hackers

O Blockchain considera chaves públicas e privadas como assinaturas digitais. Seus usuários têm acesso aos documentos enviados, já que as transações são criptograficamente assinadas.

Como o volume de criptografias de um único bloco é grande, fica praticamente impossível qualquer ação fraudulenta. Para se ter uma ideia, uma validação falsa no bloco representaria apenas 1% do total de validações, sendo praticamente impossível quebrá-lo.

O fato de muitos computadores estarem conectados à rede, realizando transações simultaneamente, também contribui para dificultar invasões. O registro da origem das criptomoedas, sua rastreabilidade ponta a ponta e armazenamento das cópias das transações elevam ainda mais a segurança da plataforma e bloqueiam tentativas de estornos. Além disso, como apenas um único software opera ao longo de toda a rede, caso seja identificado qualquer "nó", automaticamente o bloco é invalidado.

Uma rede de excelentes pagadores, com potencial para inovar diferentes indústrias

Como toda inovação que desconstrói modelos tradicionais de negócios, já começam especulações sobre meios para regularizar a tecnologia no Brasil. Exemplos são o Uber impactando os serviços de transporte, o Airbnb os serviços de hotelaria, o Netflix a indústria de TV e, agora, o Blockchain como promessa de revolucionar os sistemas financeiros, serviços de cartões de créditos, operações de câmaras de compensação e outros.

Com o propósito inicial de intercambiar Bitcoins, já na casa de R$ 4,9 mil cada, cresce a tendência da experimentação do Blockchain por diferentes indústrias no mundo todo, seja para um simples pagamento de contas de água, trocas de mercadorias até de ações financeiras – aliás, nesse último setor, a Itália é um dos mais adeptos à nova tendência. A China é um dos países que também vêm apostando pesado na nova onda, investindo em placas GPU com processadores cada vez mais potentes para suportar as transações da rede. Países com significativa desvalorização da moeda, dão espaço para o crescimento dos Bitcoins, como é o caso da Argentina. No Japão, a criptomoeda já está legalizada como forma de pagamento, enquanto a Rússia vem implantando iniciativas para regulamentá-la.

Pessoas que atuam exclusivamente no fechamento de blocos, chegam a ser compensadas com até 12,5 Bitcoins como incentivo econômico. A tarifação para as transações é muito baixa, cerca de 0,0028 por transação – um custo bastante inferior comparado com outros serviços financeiros do mercado.

Não há dúvidas de que o Blockchain é uma cadeia transparente de valor, que dá ainda mais empoderamento aos consumidores.

O futuro é agora. Experimente!

O ano de 2017 tem sido de novas provas de conceito. Em 2020, deveremos ter grandes feitos na área. Já existem muitas startups centradas no Blockchain e, a cada dia, aumentam mobilizações de C-Levels interessados em embarcar nessa jornada. A seguir, confira algumas dicas para ingressar nesse universo:

  • Olhe por trás da lente: é preciso conhecer a tecnologia que está por trás da plataforma, entender como o Blockchain funciona e mirar nas oportunidades que ele traz;
  • Ouça quem conhece: troque experiências com empresas que já estão surfando na onda do Blockchain;
  • Resolva questões de negócio: vários mercados podem explorar o Blockchain, como o de seguros, consórcios, instituições financeiras e muitos outros. Avalie como aplicar a tecnologia ao seu mercado, para resolver questões do seu próprio negócio;
  • Promova transformação: ao conhecer bem as particularidades da tecnologia, busque inovar;
  • Seja estratégico: usar métodos de Design Sprint é exemplo de uma boa estratégia para definir e implementar um projeto baseado em Blockchain; podem ser aplicados outros métodos que viabilizem ciclos curtos e implementações rápidas;
  • Faça testes e integrações: antes da implementação de qualquer novo modelo de negócio; não deixe de testá-lo e integrá-lo ao seu legado;
  • Vá em frente, é hora de experimentar: busque por novos modelos e mudanças de processos. Não deixe de tentar inovar, apenas porque alguém o fez.

Embora ainda estejamos vivendo numa esfera de ideações, estima-se que o Blockchain tenha o potencial para preencher uma enorme lacuna representada pela desbancarização de cerca da metade da população mundial. Acredita-se que a criptomoeda supra essa necessidade ao permitir operações financeiras mais rápidas e diretas entre usuários da rede, num negócio totalmente transparente e confiável em telas de smartphones, tablets e computadores.

Portanto, executivos C-Levels estão entre os que mais devem experimentar as novas tecnologias. Muitos estão cientes de que o Blockchain deixou de ser um assunto restrito de TI e tornou-se relevante na área de negócios. Diante de uma iminente mudança, sobrevivem aqueles que acreditam que podem fazer parte dela hoje, sem ficar à espera do que vem pela frente!

Leandro Duran,  gerente de soluções digitais da CI&T.

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