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Ferramentas de MRP ganham terreno na indústria de papelão

Postado em: 11/08/2005, às 14:20 por Redação

Desde que foi desenvolvido na década de 60, o MRP (Manufacturing Resources Planning ou Planejamento dos Recursos da Manufatura) passou a ser implantado em larga escala Estados Unidos. Usados para programar e controlar a produção com eficiência, rapidez e produtividade, esses sistemas agora começam a ganhar espaço na indústria brasileira.

A mais nova empresa a aderir ao MRP é a Coopercaixa (Cooperativa Paulistana de Caixas e Chapas de Papelão Ondulado), que nas próximas semanas dará o ?go live? na operação de sua ferramenta de planejamento, que funcionará junto com seu sistema de gestão industrial.

Fundada há cinco anos, a Coopercaixa desde o início desenvolveu seu próprio modelo de industrialização a partir do modelo japonês e das ?sheet feeders? americanas ? fábricas de chapas de papelão ondulado voltadas a suprir a indústria de papelão sem concorrer com seus clientes.

A fábrica opera sob o sistema de order and manufacturing (O&M), sistema pelo qual as fábricas do setor de papelão ondulado, clientes da Coopercaixa, entregam suas carteiras de pedidos para produção e recebem os produtos prontos com a marca do cliente. É uma plataforma de produção para empresas que terceirizam seus serviços.

A implantação do MRP está sendo realizada pela Mega Sistemas Corporativos, empresa de serviços especializada no desenvolvimento e instalação de sistemas de gestão empresarial. A escolha da Mega Sistemas foi definida sob a orientação da BDO Trevisan, auditoria, consultoria e outsourcing.

O processo de seleção, do qual participaram outras sete empresas, utilizou critérios bastante rigorosos, conforme conta o diretor executivo da cooperativa, Sergio Madjarof. ?Todas preencheram questionários e foram submetidas a um sistema de pontuação. A BDO Trevisan mediu a aderência dos softwares concorrentes e sua identificação com as necessidades da cooperativa.?

Madjarof, desde os tempos da universidade, não acreditava que o sistema pudesse ser absorvido por um setor que tem características bem diferentes de uma indústria de produção em série. ?Mas o desempenho do sistema da Mega convenceu nossa equipe?, comenta.

A implantação do sistema está sendo realizada por uma equipe de 15 pessoas e o prazo de execução, segundo o diretor da Mega Adolfo Nakamura, pode ser considerado um recorde para as empresas do setor: seis meses. ?Praticamente a metade do tempo normal?, informa Nakamura.

O MRP, explica Madjarof, mudará a cultura interna da fábrica, que passará de uma gestão departamentalizada para uma gestão integrada ?com versatilidade para análise e controle?. Uma das vantagens, apontadas por ele, é a possibilidade de manter no estoque somente a quantidade de material prevista nos pedidos dos clientes. ?Estoque ocupa espaço e tem um custo financeiro expressivo?, enfatiza o executivo.

Outros benefícios do MRP, listados por Madjarof, são o controle de estoque por lote e número de série de forma inteligente/automática ? tanto na entrada, como na saída dos materiais ?, a capacidade de saber o custo real por produto e de calcular com segurança a quantidade do material a ser comprado, além do acompanhamento de todas as etapas do processo de produção, entre outros. ?O módulo de manufatura permitirá a Coopercaixa desmistificar a idéia da necessidade de soluções caseiras e dedicadas, muito comuns na indústria do papelão ondulado?, acredita o diretor.

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