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Retorno de investimento em outsourcing

Postado em: 11/08/2008, às 16:56 por Redação

O retorno de investimento na área de outsourcing está intimamente ligado à parceria firmada entre contratante e o prestador do serviço. Fatores de risco existem e não devem ser descartados. Porém, a premissa básica no segmento para o regresso daquilo que foi aplicado é de que o acordo seja positivo para os dois lados. A insatisfação de um dos envolvidos – ou de ambos – é grave sintoma de que algo vai mal. Isso leva ao colapso do relacionamento a médio e longo prazo e prejudica os negócios.

Outro fator que gera descontentamento num período mais adiante do início da prática é quando o resultado econômico da parceria foi atingido, mas a operação não obteve outros ganhos de valor. E tais ganhos devem entrar no cálculo para se conquistar retorno de investimento no segmento, embora a questão financeira tenha chegado à meta. Há empresas e prestadores de serviços que ignoram outros tópicos que integram a boa prática do outsourcing. Entretanto, desprezá-los é deixar de utilizar na plenitude os diferenciais da atividade dentro das empresas.

Assim, quando se fala em ganho de valor no segmento de outsourcing, significa não só redução de custo das operações do contratante, mas também diminuição de erros de atividades internas – notadamente as centradas em serviços administrativos, contábeis, fiscais, financeiros e relativos à gestão de pessoas e processos, todos aptos ao exercício de outsourcing –, além de mais rapidez nas informações, melhor controle das atividades, quadro mais qualificado nas funções a serem executadas, maior aderência de processos, contínuo crescimento da prática e ganho tecnológico dentro da organização. Assim, redução de custo é um valor a ser alcançado, mas não o único.

Porém, para eliminar ou atenuar essa distorção – redução de custo sem ganho qualitativo progressivo a médio e longo prazo —, é importante, antes de mais nada, que os acordos firmados entre empresas e prestadores de serviços de outsourcing sejam flexíveis e permitam mudanças ao longo do processo. Rígidos contratos por muitas vezes emperram a adoção das melhores práticas existentes no segmento.

Por outro lado, o prestador de serviço deve entender as necessidades do cliente e observar atentamente os projetos que ajudem o contratante a ganhar competitividade e crescer nos negócios. O distanciamento dele do objetivo do cliente é grave problema. É preciso ter atitude e ação frente ao desejado pela empresa na contratação do outsourcing.

No atual sistema econômico, o cálculo do retorno de investimento incorporou uma série de valores distintos. As variáveis existentes no mundo dos negócios fizeram com que as empresas pensassem na aplicação de recursos de maneira menos cartesiana e mais voltada à capacidade de se ajustar permanentemente à realidade, tirando proveito ao máximo das práticas e ferramentas existentes – e aí estão incluídos os serviços de outsourcing –, para não perder o foco nos negócios.

Vagner Jaime Rodrigues é especialista em controladoria, gestão empresarial e gestão de outsourcing; sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios.

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