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LANDesk mira crescimento na América Latina com atuação mais forte no Brasil

Postado em: 11/11/2011, às 09:56 por Erivelto Tadeu, de Las Vegas (EUA)*

A LANDesk Software elegeu a América Latina como um dos mercados prioritários para os próximos anos, tendo como destaque o Brasil. A região, que hoje responde por 15% da receita mundial da fabricante de sistemas de segurança de rede e gestão de serviços de TI, começa a ganhar um grau de importância maior em sua estratégia de expansão de mercado. Companhia de capital fechado, controlada pelo fundo de investimento em empresas (private equity) Thoma Bravo, ela não revela cifras, mas consultorias de análise e pesquisas de mercado estimam a receita de empresas de software com o mesmo porte em US$ 200 milhões anuais.

O Brasil hoje representa 60% dos negócios na América Latina, o México fica com 30% e o restante é distribuído pelos demais países da região. “O mercado latino americano é muito importante e apresenta grandes oportunidades para o crescimento da companhia, pois há grande potencial de expansão já que as empresas ainda não atingiram a maturidade no uso da TI”, diz Steve Daly, presidente e CEO da LANDesk. Segundo ele, a América Latina contribui com 16% da receita mundial, a América do Norte, com 42%, a região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA), com 35%, e a Ásia-Pacífico, 7%. Mas, ao que tudo indica, essa participação tende a crescer. Um sinal disso é que, para o ano que vem, Daly trabalha com a meta de aumentar em 10% a receita e o lucro em cerca de 30%.

Uma amostra da relevância que a região passou a ter para a fabricante de software é que, até junho do ano passado, a América Latina ficava sob o guarda-chuva da área que a empresa classifica como Oeste dos Estados Unidos, que inclui também o Canadá. Toda a operação e os negócios eram gerenciados diretamente do país. O CEO da LANDesk ressalta que hoje a região não só passou a ter uma administração própria como vem recebendo investimentos maciços. Para comandar a operação latino-americana foi contratado Marcelo Lava, que tem passagens por Novell e Altiris, esta última adquirida por sua arquirrival, a Symantec, em 2007.

O executivo conta que desde sua vinda, no ano passado, a empresa vem passando por um processo de expansão no continente. Atualmente, além da aliança global que mantém com Lenovo, a LANDesk, que fornece, na modalidade de bundle, o software para gerenciar desktops e servidores da fabricante chinesa, mantém acordo com parceiros de negócios, que respondem pela venda de todo o seu portfólio na região. Ao todo, são 18 distribuidores – seis no Brasil, seis no México e seis para atender o restante dos países latino-americanos. “A ideia não é ter um número grande de partners, mas poucos, muito focados, com perfil mais técnico”, diz Lava.

Entre os planos para o ano que vem, segundo o diretor regional, está a abertura de dois centros para serviços de suporte técnico, treinamento e consultoria na região, que ficarão sediados em Buenos Aires e em São Paulo. “Vamos investir na melhoria do atendimento e expandir nosso foco de atuação.” Em relação ao Brasil, Lava diz que a estratégia ficará concentrada na oferta de produtos para o setor financeiro e indústria, já que são áreas-chave nas quais há mais espaço para a empresa crescer. Ele observa, contudo, que a subsidiária brasileira deve continuar investindo no segmento de governo, onde a empresa possui presença expressiva. “Governo e banco são os dois maiores mercados no Brasil”, justifica.

Ainda como parte da estratégia para a América Latina, o executivo adianta que a LANDesk esta avaliando atuar na modalidade de venda de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês). A oferta de software nesse modelo, segundo ele, visa atender os clientes que não querem investir na aquisição de licenças de software, já que em vez de comprar e instalá-lo, eles pagam uma mensalidade e se conectam a internet para utilizar o software. O próximo passo, de acordo com Lava, será a oferta de serviços de cloud computing. “Estamos nos preparando para oferecer serviços na nuvem e esse movimento deve começar no Brasil já a partir do primeiro trimestre do ano que vem, com a oferta comercial de alguns serviços de cloud computing", garante.

Gerenciamento de ponta a ponta

Toda essa estratégia esta assentada no tripé gerenciamento, mobilidade, segurança, constituído, numa ponta do portfólio, pelos software LANDesk Management Suite e LANDesk Segurança Suite, e, no outro extremo, pelo LANDesks Mobility Manager, cujas novas versões foram anunciadas nesta quinta-feira, 10, durante o Interchange 2011, evento anual que reúne clientes e parceiros de negócios da empresa, realizado este ano em Las Vegas, nos Estados Unidos. A previsão é que os produtos estejam disponíveis no mercado a partir de 16 de dezembro, segundo Steve Workman, vice-presidente de marketing de produto da LANDesk. Ele explica que as versões suportam uma ampla gama de plataformas e permitem que as empresas controlem melhor os usuários remotos e não gerenciados de dispositivos móveis, ao mesmo tempo em que mantêm seu console integrado e o modelo de infraestrutura.

Esta última atualização do LANDesk Management Suite, de acordo com a empresa, suporta as versões mais atuais dos sistemas operacionais populares do Mac, Windows e Linux e adiciona vários serviços em nuvem que permitem que a área de TI gerencie e proteja os usuários em qualquer lugar. “Os novos recursos do LANDesk 9 estão focados no fornecimento de negócios reais, com objetivos, como retorno do investimento (ROI), segurança e conformidade, produtividade, análises de ativos e visão executiva ", afirma Workman.

Entre os pontos fortes da solução ele cita o software asset management, que permite aos gerentes de TI tomar decisões melhores e mais informadas e mais bem gerir os custos de licença de software; análise endpoint security, que permite entender o que está acontecendo no ambiente em tempo real e fazer atualizações adequadas ou patches de correção; e o LANDesk Service Cloud Appliance, que possibilita o gerenciamento dos usuários em qualquer lugar do mundo, assegurando que eles estão cumprindo as políticas de segurança e protegendo pontos finais.

No longo prazo, esse portfólio poderá crescer exponencialmente. Segundo o CEO Steve Daly, uma das estratégias do fundo Thoma Bravo é aproveitar as sinergias entre algumas das 50 empresas que possui no segmento de software. “A ideia é que a LANDesk e outras pertencentes ao fundo funcionem como uma espécie de plataforma para integração de empresas do grupo ou mesmo fora dele, por meio de aquisições. A princípio as empresas funcionarão de forma separada, mas em alguns casos haverá a integração das sinergias”, diz o executivo, que não descarta que, no futuro, a SonicWall, adquirida em junho deste ano e que atua no segmento de segurança, venha a ser incorporada à LANDesk.

*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da empresa.

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