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Brasil sobe quatro posições no ranking de países prestadores de serviços de terceirização de TI

Postado em: 13/01/2016, às 11:58 por Redação

A.T. Kearney divulga o seu 2016 Global Services Location Index (GSLI), um trabalho de pesquisa que analisa e classifica os principais países para terceirização mundialmente com base em métricas em três categorias: atratividade financeira, habilidades e disponibilidade das pessoas e ambiente de negócios. O GSLI traz rigor às decisões de localização das empresas no mercado de trabalho globalizado de serviços, particularmente para as funções de back-office, tais como TI e terceirização de processos empresariais.

O estudo deste ano, na sua sétima edição, identifica novas rupturas e ameaças no mercado de terceirização, um resultado que apresenta uma maior guinada em relação às normas anteriores do que quaisquer mudanças nas classificações dos países. Os países que ocupam o topo da classificação sofreram poucas mudanças significativas nas suas posições desde o índice anterior, lançado no outono de 2014.

Embora o GSLI deste ano examine a trajetória da arbitragem de custos de offshoring para países em desenvolvimento de baixo custo, e a ascensão de alguns novos locais, a história real está na ruptura que está sendo sentida neste setor já disruptivo nos níveis de automação de processos de negócios. "Mesmo que os seis ou sete principais países estejam ocupando a mesma ordem este ano, em relação a 2014, fazendo uma projeção, tudo isso poderá mudar radicalmente, uma vez que a própria natureza do que está sendo terceirizado está mudando", observa Arjun Sethi, líder global da prática de TI Estratégica da A.T. Kearney e principal autor do estudo. "Pela primeira vez temos uma tendência, a automação. E ela poderá deslocar a liderança das preferências pela Índia e China em outsourcing. O progresso inexorável da tecnologia continua transformando de maneiras imprevistas e fundamentalmente diferentes não apenas para onde o trabalho está indo, mas como e por quem —ou pelo que — ele está sendo realizado. O novo modelo de negócios associado com esta automação ameaça os conceitos estabelecidos de offshoring enquanto amplia o mercado".

O estudo projeta que a Robotic Process Automation (RPA) continuará agitando a economia de serviços ao longo da próxima década, uma vez que as tarefas baseadas em regras e repetitivas que a maioria dos funcionários de back-office realiza são as mais fáceis de automatizar. No entanto, um disruptor surgiu na forma de Business Process as a Service (BPaaS). Enquanto na RPA os robôs são "ensinados" a imitar o que os humanos fazem usando as interfaces de usuário da própria empresa, no BPaaS os prestadores de serviços utilizam uma interface padronizada e realizam o processamento englobando múltiplos clientes — com diferentes graus de automação — para entregar resultados rapidamente em qualquer escala.

Conforme observa Johan Gott, principal da A.T. Kearney e coautor do estudo, "as implicações sobre a acessibilidade dos serviços e emprego nesses países são enormes. No lado do cliente ou do destinatário, o BPaaS reduz drasticamente as barreiras de entrada para o gerenciamento de dados de negócios, abrindo as portas para empresas menores e mais novas. Ao mesmo tempo, estamos vendo uma mudança nas habilidades de trabalho exigidas para atuar naqueles países com os sistemas de ensino mais adaptáveis — conforme a padronização e automação surgem para dominar os processos mais simples, os offshorers exigirão habilidades de natureza mais analítica".

Classificação

Na classificação do GSLI 2016, Índia, China e Malásia continuam sendo os três principais destinos de offshoring. E a Ásia continua dominando, com seis dos seus países entre os 10 principais e oito entre os 20 principais (vide tabela abaixo). A América Latina e o Leste Europeu colocaram cinco países entre os "top 20" no GSLI 2016, com a primeira apresentando um pico nas habilidades e disponibilidade das pessoas e a segunda no ambiente de negócios. Ajudado pela desvalorização da moeda, o Brasil subiu quatro posições nesta edição do GSLI.

O estudo também mergulha mais profundamente nas cidades ideais para offshoring dentre os países classificados. Observa Arjun Sethi: "Embora a Índia e as Filipinas ainda sejam as mais lembradas em se tratando de offshoring, a busca por novos talentos atualmente está levando as empresas além das capitais destes países e cidades importantes, para locais tier 3 como Surat, Nagpur e Lucknow, na Índia, e Bacolod e Cidade de Iloilo, nas Filipinas.

"Também estamos vendo um fenômeno de sustentabilidade entre algumas grandes empresas, denominado sourcing de impacto social. Os trabalhadores afetados incluem pessoas de grupos desfavorecidos e com rendas mais baixas. Há até mesmo o surgimento de prestadores de serviços de sourcing de impacto que se concentram em processos mais simples e acordos de trabalho flexíveis que atuam nos mercados fronteiriços, como Quênia e Nepal. Estas tendências emergentes são uma boa notícia para as plataformas sociais e financeiras destes países e para o negócio como um todo", explica o executivo.

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Global Services Location Index

Atualmente na sua sétima edição, desde 2004 o GSLI 2016 ajuda as empresas a tomar importantes decisões de localização para projetos de offshoring e desenvolvimento das indústrias com uma orientação objetiva. Os 55 países no índice de 2016 — quatro novos países foram adicionados este ano — são selecionados com base nas informações das empresas, atividade de serviços remotos atuais e iniciativas do governo para promover o setor. Cada país é avaliado em relação a 38 medições para avaliar a sua atratividade financeira, habilidades e disponibilidade das pessoas e ambiente de negócios.

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