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Claro gastou menos e levou mais banda do que a Vivo

Postado em: 13/06/2012, às 17:04 por Letícia Cordeiro e Helton Posseti

Colocando na ponta do lápis os totais pagos por cada operadora e a quantidade de banda adquirida por cada uma delas é possível assumir que a Claro foi a que fez o melhor negócio. A operadora do grupo América Móvil conseguiu a licença nacional de 20 MHz + 20 MHz do bloco W pagando R$ 844,519 milhões (ágio de 34,01% sobre o preço mínimo e praticamente a metade do ágio que a Vivo teve de arcar – impulsionadas pelas contra-ofertas da Oi, diga-se de passagem) e de quebra ainda arrematou outros 19 lotes regionais de 10 MHz + 10 MHz dos blocos P por R$ 144,285 milhões. Ou seja, a Claro pagou R$ 21,1 milhões por MHz adquirido na faixa W e R$ 7,2 milhões por MHz na faixa P, que é regional. E mesmo somando os dois valores, o montante ainda é menor que o total gasto pela Vivo apenas para a licença nacional de 20 MHz + 20 MHz no bloco X,  ou seja, R$ 1,050 bilhão, ou R$ 26,25 milhões por MHz .

Ou seja, a Vivo teve de arcar com ágio de 66,6% pelo bloco X nacional e desembolsou R$ 1,050 bilhão por ele, enquanto a Claro gastou R$ 988,804 milhões pela faixa W e os blocos da P, que incluem regiões importantes do interior São Paulo, Minas Gerais, Goiás e regiões do Nordeste.

Vale lembrar ainda que a Vivo teve de abrir mão das licenças de MMDS em 2,5 GHz que detinha nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba, pelas quais havia pagado cerca de R$ 1 bilhão, quando da aquisição da TVA pela Telefônica, em 2006. Parte desse valor, contudo, pode ser recuperado em uma venda das operações de MMDS, em que a Sky tem a preferência de compra. O mesmo vale para a Claro em Porto Alegre, Recife e Curitiba. Não se tem ideia de qual será o parâmetrode preço nessas negociações, pois além das frequências, a Anatel diz que é preciso levar o serviço de MMDS. Por outro lado, se não houver negociação, as licenças renunciadas serão licitadas, e nesse caso não incluem o MMDS e provavelmente seguirão o preço mínimo já colocado no edital.

10 MHz + 10 MHz

Na comparação entre Oi e TIM, que levaram as licenças nacionais de 10 MHz + 10 MHz, a subsidiária italiana parece ter se saído melhor. Apesar de ter pago um ágio um pouco maior do que a Oi pela licença nacional (7,9% contra 5%) e ter adquirido menos lotes regionais de 10 MHz + 10 MHz da banda P, a TIM conseguiu ficar com 20 MHz em mais mercados chaves do que a Oi; e gastando menos.

A TIM pagou R$ 340 milhões pela licença nacional de 10 + 10 MHz (R$ 17 milhões por MHz), e gastou outros R$ 42,238 milhões em apenas seis blocos adicionais de 10 MHz + 10 MHz (R$ 2,1 milhões por MHz), mas conseguiu esses blocos P em áreas estratégicas como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte. O total gasto pela TIM somou R$ 382,238 milhões.

A Oi, por sua vez, apesar de ter forçado a subida dos preços das faixas nacionais de suas concorrentes, foi a que menos ágio pagou (5%) e arrematou sua frequência nacional de 10 MHz + 10 MHz por R$ 330,851 milhões (R$ 16,5 milhões por MHz) e pagou outros R$ 68,93 milhões por mais 11 lotes regionais de 10 MHz + 10 MHz do bloco P (R$ 3,4 milhões por MHz). O destaque da Oi ficou pela aquisição do bloco P da região metropolitana de São Paulo, além de ter conseguido ainda as áreas de Salvador, Recife e Porto Alegre. O montante a ser desembolsado pela Oi no leilão é de pouco mais de R$ 399,78 milhões.

TDD

Nas faixas do bloco U de 2,5 GHz TDD a Sky cumpriu o prometido. Adquiriu por R$ 90,576 milhões um total de 12 lotes para atuação nos complementos das principais áreas de registro das cidades dos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além de complementar cobertura na região do Distrito Federal. A Sky trabalhou dentro do orçamento de US$ 80 milhões de dólares para aquisição de licenças que comunicara em relatório financeiro a seus acionistas. Mas a operadora ainda terá que pagar um valor considerável para adquirir a principal parte das áreas de registro, que hoje pertencem à Vivo.

A Sunrise, por fim, gastou R$ 19,094 milhões na aquisição de dois lotes TDD nas áreas de numeração 12 e 19, no interior de São Paulo.

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