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Apagão pode sim ter sido causado por hackers, diz especialista

Postado em: 13/11/2009, às 18:24 por Pedro Canário

O apagão da energia elétrica que atingiu 18 Estados do país na noite de terça-feira, 10, pode sim ter sido causado pela ação de hackers. A afirmação é de Paulo Stohler, diretor técnico da Proof Investigação Digital, especializada em segurança da informação, para quem o sistema que interliga todos os fornecedores de energia do país, desenvolvido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), embora eficiente no gerenciamento da distribuição de energia, é extremamente desprotegido e, portanto, vulnerável a ciberataques.
O especialista diz que, se realmente o problema foi causado por deficiência de gestão ou mesmo devido a "condições climáticas severas", como afirmou o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a possibilidade de uma invasão do sistema pode ser descartada. "Mas, levando em consideração que nenhum fornecedor de energia apresentou problema, é muito provável que tenha sido um ataque de hacker", afirma ele.
O diretor da Proof também explica que a possibilidade de um ciberataque não deve ser desconsiderada principalmente porque num caso como o ocorrido na noite de terça não se trata de um único hacker, com um computador apenas e com a intenção de derrubar a rede elétrica do país só para "assustar". "Esse tipo de ação normalmente é muito bem estruturada, equipada e, principalmente, financiada. Seja qual for a intenção [dano econômico, político ou empresarial], se houve realmente um ciberataque, ele foi feito por um grupo muito bem organizado", especula.
De acordo com Stohler, o apagão reuniu uma série de coincidências, já que nenhuma empresa de fornecimento de energia informou ter tido problemas durante a noite de terça, e o próprio ONS falou que a rede de distribuição é muito bem protegida contra descargas elétricas provocadas por raios. O especialista acha que o país precisa investir mais em segurança da informação e implantar sistemas mais seguros, como é o caso dos Estados Unidos, China e Rússia, que têm equipes próprias de pessoas especializadas em se defender contra ataques virtuais.
Procurado pela reportagem de TI INSIDE Online, o ONS declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciará até a divulgação de um comunicado oficial aguardado para a próxima terça-feira, 17.

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