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Preço para Intragov fica abaixo do que Telefônica pratica

Postado em: 15/07/2005, às 19:28 por Erivelto Tadeu

A proposta de preço feita pela Telefônica na licitação para ampliação da Intragov, a rede única de comunicação de dados do governo do Estado de São Paulo, da qual foi a vencedora, surpreendeu não apenas as duas outras concorrentes ? Embratel e Pegasus ?, mas alguns analistas de mercado.
De acordo com a Prodesp, a companhia de processamento de dados do Estado de São Paulo que gerencia o projeto Intragov, o valor proposto pela operadora foi de R$ 3,65 milhões por mês para ativar 13 mil links dedicados de comunicação no prazo de três anos, o que, na prática, estabelece um novo patamar de preço, muito abaixo do praticado pela própria Telefônica no mercado.
Segundo um analista, que não quis se identificar, isso dá um valor médio por ponto de cerca de R$ 280,00, valor muito abaixo do que a operadora cobra, por exemplo, de seus clientes corporativos. Isso, na opinião dele, deve causar uma grande chiadeira das empresas, que para usar o mesmo link dedicado têm de desembolsar mais de R$ 1 mil por mês.
A Embratel, por sua vez, sustenta que o valor ofertado pela Telefônica para o governo é muito menor, inclusive, do que o cobrado dela pelo uso da chamada última milha (o trecho da rede entre a calçada e o telefone na residência do assinante), já que não possui rede própria para operar na telefonia fixa local, e devido a isso manifestou que pretendia entrar com recurso administrativo junto à Prodesp ? o que não havia sido confirmado até o momento.

Queixa antiga

Esta, na verdade, não é a primeira vez que a Embratel contesta a oferta da Telefônica para a rede Intragov. No leilão realizado no ano 2000 para a implantação da primeira etapa do projeto, a operadora chegou até a recorrer à Justiça, sob a mesma alegação, num processo que se arrastou por quase oito meses, mas que no fim acabou perdendo.
A oferta feita pela Telefônica derrubou até mesmo as projeções feitas pela Prodesp antes da licitação. De acordo com a assessoria de comunicação da companhia, a estimativa era de que a rede completa (que prevê a instalação de 18 mil pontos, no prazo de cinco anos) custaria cerca de R$ 841 milhões. Agora, com o valor assumido pela operadora, deve ficar na casa dos R$ 245 milhões. Ou seja, uma redução de mais de 70%. Isso sem falar que a remuneração da Telefônica levará em consideração o tráfego efetivo de informações em cada linha de comunicação ativada, o que significa que o uso dos links terá um valor fixo e outro variável, em função da utilização.

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