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Vendas de PCs crescem 44% no semestre e mercado ilegal cai

Postado em: 15/09/2005, às 17:04 por Redação

Pela primeira vez em dez, o mercado ilegal de PCs no Brasil apresentou uma queda. A constatação é de um estudo da consultoria IDC Brasil, o qual revela que a participação caiu de 74% no final de 2004 para 65% em agosto deste ano.

A queda, segundo a empresa, foi motivada por vários fatores: a atuação mais intensa da Receita Federal para coibir o contrabando de componentes, a chamada MP do Bem, que isentou os fabricantes oficiais dos impostos em cascata (PIS/Cofins) e o aumento da concorrência entre os montadores de PCs clones, além de mais opções de sistemas operacionais, que também contribuíram para que o preço dos PCs dos fabricantes oficiais fosse reduzido.

Apesar disso, o mercado de PCs clones montados no Brasil com software ilegal, principalmente por pessoas físicas, ainda representa uma grande fatia do mercado ilegal. Segundo a IDC, a queda da ilegalidade poderá ter resultados melhores caso o governo brasileiro implemente o projeto ?PCs para Todos? e a Receita Federal intensifique o combate ao contrabando de componentes.

O mercado de PCs no Brasil no primeiro semestre deste ano apresentou recorde de vendas e atingiu 2,5 milhões de unidades, um crescimento de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para o segmento doméstico (pessoas físicas), que se beneficiou com a redução dos preços dos computadores.

A IDC constatou junto ao varejo que houve um aumento nas vendas para pessoas que adquiriram seu primeiro computador. Em dezembro de 2004, apenas 12,5% dos domicílios no Brasil possuíam um PC em casa.

O estudo ressalta que, diferente de outros países, onde há uma expressiva concentração das vendas por parte dos grandes fabricantes, no caso do Brasil isso não ocorre. Aqui, os cinco primeiros colocados no ranking de vendas de PCs possuem quase 20% do mercado.

A consultoria diz ser possível notar uma mudança no processo de compra dos usuários domésticos. O computador tem se tornado, cada vez mais, um equipamento de entretenimento e educação e está saindo do quarto em direção à sala. Os consumidores que fazem a segunda compra, além dos tradicionais CDRW e DVD estão de olho nos monitores de LCDs (cristal líquido), cujos preços estão em queda e oferecem uma qualidade bastante superior aos tradicionais monitores CRTs. O consumo deverá crescer 300% neste ano em comparação ao ano anterior.

A IDC Brasil acredita que o projeto "PC para Todos" beneficiará principalmente os consumidores que farão a sua primeira compra oriundos das classes B e C. Caso a preocupação do governo atual seja a inclusão digital, a IDC vê como o momento mais adequado para pensar em disponibilizar os computadores principalmente nas escolas públicas de ensino fundamental. Outros países já montam laboratórios nas escolas públicas com grande êxito e seria a alternativa mais eficiente para inserir as classes econômicas mais baixas no mundo digital.

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