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Digibrás é declarada vencedora do leilão do netbook educacional

Postado em: 15/10/2009, às 19:11 por Victor Hugo Cardoso Alves

Após a reprovação dos computadores da indiana Encore nos testes de certificação do Inmetro, e de a brasileira Comsat, que iria fornecer os equipamentos, ter seu recurso apresentado ao TCU negado, a Digibrás poderá ser a fornecedora dos 150 mil computadores Classmate, de tecnologia Intel, que serão comprados pelo governo para equipar 300 escolas de todas as regiões do país, como parte do programa Um Computador por Aluno (UCA).
Os testes do lote de netbooks educacionais fabricados pela Digibrás, que serão realizados pelo MEC, começaram na terça-feira, 14. Se passarem no teste, as máquinas da empresa passarão a equipar as escolas.
A Digibrás, que havia sido a segunda colocada no leilão realizado no fim do ano passado pelo Ministério da Educação, foi chamada com a desclassificação da Comsat. Inicialmente, a oferta da Digibrás havia sido de R$ 100 milhões, ou seja, cerca de R$ 666,6 por netbook. Entretanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) exigiu que a proposta final ficasse no mesmo patamar da oferta da Comsat, que foi de R$ 82,5 milhões. Com isso, a Digibrás chegou à cifra de R$ 82,48 milhões, ou R$ 549,80 por equipamento.
A expectativa é que os testes levem de duas a quatro semanas. Segundo o assessor do gabinete pessoal da Presidência da República, José Luiz Aquino, a meta é que a compra seja concretizada até o fim deste ano e o processo de distribuição comece no início de 2010. "Queremos que o ano letivo de 2010 já inicie com os netbooks disponíveis nas escolas", frisa.
Aquino revelou que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) devem publicar nos próximos dias regras do Processo Produtivo Básico voltado para os netbooks, que será feito com registro de preços. O PPB prevê recursos de até R$ 650 milhões para municípios e estados interessados em adquirir os netbooks educacionais. A quantia será financiada por meio do BNDES e cada cidade ou estado terá um teto de valor que poderá requisitar. Aquino salientou que os recursos não serão entregues diretamente aos estados e municípios. "Quando forem aprovados os financiamentos, os computadores educacionais serão comprados e entregues aos municípios, não o dinheiro."

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