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Mercado de terminais PDV sem fio deve atingir US$ 2 bi em 2011

Postado em: 17/01/2007, às 22:07 por Redação

Estudo da Frost & Sullivan sobre o mercado mundial de terminais ponto-de-venda (PDVs) sem fio estima que, em 2011, esse segmento deve movimentar US$ 2 bilhões em todo o mundo. A razão do crescimento, segundo a empresa de consultoria e análises dos setores de TI e telecom, se deve ao enorme número de trocas de cartões magnéticos atualmente relacionadas a fraudes, que são considerados cada vez menos seguros para a maioria das transações.

A análise constatou que, com a implementação de cartões com chip e PIN (sigla em inglês para número de identificação pessoal) pelo Reino Unido e dos cartões com autenticação dinâmica de dados adotados pela França, os países como a Alemanha e a Itália têm enfrentado o aumento de migrações fraudulentas. Da mesma forma, Cingapura e a Indonésia, que também sofrem com a migração devido às fraudes, já consideram a possibilidade de migração para a tecnologia EMV (Europay, Mastercard e Visa ) com o objetivo de diminuir esse problema.

Essa movimentação do mercado tem levado ao aumento da demanda por transferência eletrônica de fundos (TEF) nos terminais PDVs em todo o mundo. Tais sistemas permitem um rápido processo na transação de negócios, que tradicionalmente utilizam pagamentos em dinheiro ou em cheque. Nesses casos, as tecnologias GPRS e CDMA são utilizadas para as redes de longa distância, enquanto o Bluetooth e o Wi-Fi são usados em redes locais.

Segundo a Frost & Sullivan, para acelerar a expansão desse mercado os fabricantes também estão introduzindo novos produtos que incluem programas como e-commerce, publicidade e captura eletrônica de recibos, visando aumentar as receitas dos usuários, geralmente comerciantes, dando-lhes uma vantagem competitiva perante o mercado. Isso só é possível porque os novos terminais PDVs são mais modernos e gerenciam múltiplas funções como os programas de brindes e fidelidade, por exemplo.

?Cada vez mais os varejistas estão optando pela atualização dos seus sistemas para oferecer maior segurança e capacidade de múltiplas aplicações?, diz Aravindh Vanchesan, analista da Frost & Sullivan.

Segundo ele, apesar de as novas tecnologias estarem revolucionando o mercado de terminais PDVs, os produtos têm enfrentado uma comoditização, devido a grande pressão para a redução do preço dos terminais, que afeta a margem de lucro dos fabricantes. ?Desenvolver terminais com arquitetura e modularidade abertas e ainda oferecer opções em hardware e software são possibilidades para reforçar as margens de lucros?, afirma Vanchesan. ?Isso pode expandir o potencial da base de clientes que não estão preocupados em alta tecnologia, mas sim em equipamentos que ofereçam simplicidade e valor agregado."

A alternativa dos fabricantes, segundo o analista da Frost & Sullivan, é continuar oferecendo mais funcionalidades nos PDVs para que as múltiplas aplicações oferecidas sejam capazes de levar à diminuição do foco nos preços, o que, conseqüentemente, trará investimentos maiores para o mercado.

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