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Empresas ainda enfrentam dificuldades para se adaptarem ao eSocial, aponta pesquisa

Postado em: 17/02/2014, às 15:04 por Redação

As empresas brasileiras têm enfrentado dificuldades no processo de adequação ao eSocial — projeto do governo federal que tem como objetivo principal unificar, integrar e padronizar as informações sobre os empregadores e seus empregados ou contratados —, que deve começar a valer a partir de junho deste ano. É o que revela pesquisa da PwC realizada com 48 empresas de grande porte de diferentes setores da economia para entender como elas estão se preparando para lidar com as obrigações da nova ferramenta do governo.

A mudança cultural e dos processos internos são, segundo a pesquisa, as maiores dificuldades para a adequação, apontada por 32,6% dos entrevistados. Isso porque as empresas perceberam que o novo ambiente mudará tanto o tempo de resposta às demandas de informações no dia a dia quanto o nível de cuidado necessário para garantir a qualidade do que é fornecido. Já em relação aos processos internos, 20,7% preveem dificuldades.

O relatório também indica que o comprometimento das empresas com a mudança ainda é baixo diante do desafio: 41,7% delas já tinham montado uma estrutura dedicada ao projeto de adequação seis meses antes do prazo previsto para o início da operação do sistema, enquanto 35,4% ainda aguarda o cronograma definitivo de implantação. Já 20,8% das empresas ainda não identificaram os impactos do eSocial sobre a cultura organizacional e 2,1% acompanha a distância, pois entende que o software da folha de pagamento atenderá a todas as necessidades.

Apesar do baixo comprometimento com a nova ferramenta, 39,6% das empresas acreditam que o eSocial permite uma melhor capacidade de cumprir a legislação em vigor. Esse resultado revela a percepção de que mesmo que o investimento inicial de adequação seja grande, a preparação efetiva das empresas para cumprir a complexa legislação trabalhista brasileira ficará mais fácil no longo prazo.

Impactos

Ainda de acordo com a pesquisa, a área de recursos humanos sofrerá os maiores impactos no processo de adaptação ao eSocial, segundo a percepção de 45% dos entrevistados, pelo fato de que a maioria das informações a serem fornecidas na ferramenta está relacionada à gestão de pessoas. Por isso, as empresas precisam manter a conformidade devido a uma mudança de comportamento dos gestores em relação à precisão das informações.

Em segundo lugar aparecem as áreas de saúde, segurança e meio ambiente, de acordo com 16,3% das empresas, seguidas por contabilidade (11,3%), compras (10%), operações e fiscal, as duas últimas apontadas por 5% dos entrevistados.

Para João Lins, sócio da PwC Brasil e líder de capital humano, o grande desafio das empresas não é apenas cumprir o prazo do primeiro envio das informações. "É preciso garantir a qualidade do que será fornecido e manter 100% da operação em conformidade com a nova regulação", explica. A ideia da pesquisa é mapear as iniciativas e ações adotadas pelas empresas em relação a essa transição e entender quais as principais dificuldades encontradas.

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