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Um ano após IPO, Facebook enfrenta desafios para expandir receita e manter lucratividade

Postado em: 17/05/2013, às 16:11 por Redação

Na véspera de completar um ano como empresa de capital aberto, o Facebook está diante de um desafio: como incrementar a receita sem se tornar uma página comercial demais? Isso porque até a realização de sua oferta pública inicial de ações (IPO), em 18 de maio do ano passado, a companhia gerava receita suficiente com anúncios acessados em desktops  85%, segundo The Wall Street Journal  e as vendas virtuais da Zynga, desenvolvedora de jogos em plataformas sociais. Contudo, o mercado está mudado, e o Facebook também. Agora, a rede social tem que prestar contas aos investidores e qualquer movimento em suas operações se reflete no preço dos papéis. 

A decepcionante estreia na bolsa de valores combinada com as mudanças no mercado, cada vez mais voltado para mobilidade, faz com que o Facebook pense em novas formas de obter receita. Entre as alternativas está uma loja de e-commerce e a cobrança de taxas dos usuários que enviam mensagens privadas a desconhecidos, além, claro, de ampliar seu negócio de publicidade em dispositivos móveis. Outras ações também englobam a publicidade no feed de notícias em meio às publicações de usuários, e o início do direcionamento de ferramentas e produtos de anunciantes a um público-alvo de acordo com dados cruzados de visitas ao site e comportamento dos usuários.

Todas essas medidas parecem estar funcionando para a rede social, já que a mesma divulgou um salto de US$ 1,06 bilhão em sua receita, no primeiro trimestre de 2012, para US$ 1,46 bilhão no mesmo período deste ano. Deste total, 30% foram provenientes de anúncios para dispositivos móveis. O lucro da empresa também cresceu, principalmente quando comparado ao registrado no segundo trimestre do ano passado, logo após ao IPO, quando teve prejuízo de US$ 157 milhões. Nos três primeiros meses deste ano, a empresa lucrou US$ 219 milhões.

Ainda assim, o Facebook ainda luta para conseguir negociar ações ao preço de US$ 38 estipulado em seu IPO. Nesta sexta-feira, 17, Por volta das 15h (horário de Brasília), por exemplo, os papéis da companhia estavam cotados a US$ 26,30 na bolsa eletrônica Nasdaq, alta de 0,78% na comparação com o fechamento do pregão do dia anterior. Desde o IPO, o maior valor registrado no fechamento das negociações foi de US$ 34,03, em 21 de maio do ano passado. Neste ano, contudo, o maior valor nominal chegou a US$ 32,40, registrado no fechamento do pregão de 28 de janeiro, sendo que a partir de fevereiro até agora nenhuma das negociações fechadas atingiu US$ 30 por ação.

A confusão gerada com o IPO da companhia contribuiu para que o mercado ficasse com um pé atrás com a companhia. Vários investidores processaram o Facebook na época, alegando que a rede social, além de ter compartilhado várias previsões financeiras internas com analistas antes do IPO, não divulgou essas projeções em documentos oficiais e assim omitiu o fraco crescimento de sua receita. Contudo, a empresa tem estimulado investidores a voltarem a comprar suas ações.

Para o analista da empresa de pesquisa de mercado IPOScoop.com, John Fitzgiboon, consultado pelo USA Today, "o que aconteceu no ano passado é história antiga [se referindo ao IPO]. As condições de mercado eram ruins na época", enfatizando que o que aconteceu com a empresa foi um interesse concentrado em suas ações para o IPO, que acabou prejudicando os investidores quando ficaram abaixo do esperado.

O sócio da empresa de capital de risco Silverton Partners, Morgan Flager, disse ao jornal que o Facebook tem feito um bom trabalho com monetização e progressos impressionantes em mobilidade. "A parte difícil é continuar a mostrar uma melhor monetização para atender  às crescentes expectativas de Wall Street e não alienar sua base de usuários existente, tornando o Facebook muito comercial", resume.

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