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O aquecimento do mercado de datacenters no Brasil

Postado em: 21/05/2012, às 12:23 por Redação

O mercado de datacenters no Brasil está crescendo a cada ano. Somente nos primeiros meses de 2012, vimos várias empresas anunciarem a construção ou expansão de centros de dados no país. Esse aquecimento é reflexo de alguns importantes fatores, como a crescente necessidade das companhias em aumentar a segurança e disponibilidade de seus equipamentos e sistemas; o aumento da demanda dos clientes dessas empresas gerada pelo aquecimento da economia; a necessidade de se implantar novas tecnologias, como o Cloud Computing; o crescimento exponencial do volume de dados; e, por fim, a proximidade com os eventos esportivos.

Esse aumento na busca e na construção de datacenters já era previsto por profissionais de tecnologia da informação e se tornou um dos grandes filões do setor. Segundo pesquisas de consultorias da área, o setor de datacenters no Brasil deverá crescer em dois dígitos nos próximos quatro anos. Essa expansão é impulsionada por grandes, médias e também pequenas empresas, que têm buscado serviços desde Colocation e Hospedagem Gerenciada ao Cloud Computing, na busca pela melhoria da eficiência operacional e o “time-to-market”.

Contudo, o Brasil enfrenta uma série de desafios que devem ser trabalhados, como:

– Infraestrutura adequada: para ter um datacenter é preciso unir energia elétrica e resfriamento. Nesse ponto, encontramos dois problemas. O primeiro é relativo ao alto custo da energia elétrica no país. O segundo é o próprio clima do Brasil, tropical, com poucas regiões que permitem a adoção de técnicas de refrigeração mais eficientes aos centros de dados, como, por exemplo, o “Free Cooling”, que consiste na utilização do ar externo ao datacenter, principalmente em regiões frias, para o resfriamento dos ambientes internos, sem a necessidade de utilizar energia para o resfriamento do ar. Quanto mais quente é o país, mais energia é utilizada para fazer funcionar o datacenter, consequentemente, maiores são os custos com energia.

– Conectividade: de que adianta um datacenter seguro sem opções de conectividade com o mundo externo? Neste ponto, temos visto grandes avanços em nosso país, mas ainda há muito a ser feito, os preços de banda Internet e links ainda é muito alto em comparação com outros países e, dependendo da região, a diversidade de provedores é extremamente limitada. Datacenters comerciais precisam oferecer liberdade de escolha de operadoras para seus clientes, oferecendo conectividade ao maior número passível de redes nacionais e internacionais.

– Segurança: é outro ponto importante de um centro de dados. Nele, estão informações sigilosas e estratégicas para a empresa. A segurança em um datacenter deve ser adotada em forma de camadas, desde a física, que compreende os acessos aos ambientes, até as camadas de acesso lógico aos sistemas que alí estão hospedados. Mais do que contar com bons sistemas de vigilância patrimonial, controles de acesso biométricos e complexos sistemas de gerenciamento de segurança da informação, é preciso ter profissionais específicos e qualificados para garantir a segurança dos datacenters, e é aqui que temos um ponto de atenção, porque não temos no país cursos específicos de formação desses profissionais e as empresas capacitadas a prestarem este tipo de serviço de forma completa ainda são poucas e com alcance limitado.

Esses são apenas alguns exemplos de questões essenciais para que um datacenter seja efetivo e siga mínimos padrões de qualidade. É preciso haver um real preparo das empresas provedoras desses serviços a fim de acompanhar e dar suporte concreto ao crescimento deste filão de mercado.

Seguir rígidos padrões internacionais, garantidos por certificações, como SSAE16 (Antiga SAS70), ISO 27.001 e mais recentemente a PCI-DSS, garante que as instalações e processos do centro de dados são capazes de prover infraestrutura tecnológica de alta disponibilidade e missão crítica para seus clientes.

Por isso, é essencial ter o devido cuidado e contar com profissionais e consultores experientes neste setor no momento de escolher um datacenter.

Paulo Sartori é gerente de Produto e Marketing da Terremark no Brasil.

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