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CEO do Twitter diz que valor do seu negócio está na troca de informações e na mobilidade

Postado em: 21/10/2009, às 04:26 por Samuel Possebon, de São Francisco

Os olhos da indústria de tecnologia da informação e Internet dos EUA estão voltados para o Twitter, a rede social que mais cresce no mundo, especialmente nos últimos 12 meses. Mas a grande questão é: o Twitter vai fazer dinheiro? Como? Essa foi a pergunta feita a Evan Williams, CEO da empresa desde o final de 2008, durante o Web 2.0 Summit, que acontece esta semana em São Francisco, EUA. Williams deu uma resposta evasiva e diplomática para a questão: "Hoje, estamos 97% dedicados a melhorar nossos serviços. Não estamos concentrados no modelo de negócios agora, para não perder o foco", disse o executivo. Mas ele deu dicas do que está sendo preparado nos outros 3% de "esforço" dos executivos do Twitter. "O Twitter não é uma rede social, é uma rede de informação, e muitas empresas o usam para informar seus consumidores. Podemos ganhar dinheiro aí", disse Williams. Ele também lembrou que a publicidade é uma possibilidade, e que não pensa em utilizar o padrão de uso de seus usuários para ganhar dinheiro. "Mas temos grupos de usuários que se comportam de maneira semelhante, e isso pode ser monetizado", disse.
Evan William ressaltou ainda que EUA, Reino Unido, Brasil, Indonésia, Japão e Índia são, hoje, os principais mercados para o Twitter. Ao final de sua apresentação, o executivo respondeu, com exclusividade, a algumas perguntas desse noticiário:

Vocês são muito populares no Brasil. Não temem que aconteça com o Twitter o que aconteceu com o Orkut, e que uma invasão de brasileiros prejudique a estratégia global de vocês?
Evan Williams – Não olhamos isso de maneira negativa e os brasileiros são bem-vindos. Estamos crescendo muito lá e isso nos deixa felizes. O Orkut tem muitos brasileiros e isso não é necessariamente ruim.
Mas o Orkut não é forte em outros países como outras redes sociais.
Evan Williams – Mas isso definitivamente não é culpa dos brasileiros. O Twitter, de qualquer maneira, é mais balanceado. Fazer sucesso no Brasil não significa ser mal sucedido em outros países.
Você mencionou em sua apresentação que o Twitter não é uma rede social, mas uma rede de informação. O que significa isso?
Evan Williams – Significa que as pessoas não estão usando o Twitter necessariamente para falar entre si. Estão lá para dizer o que acontece. A forma como ele foi desenhado é para permitir que as pessoas tenham informações de quem elas conhecem e de quem elas não conhecem. Qualquer informação que se torne pública é rapidamente difundida.
Boa parte do acesso ao Twitter se dá através de redes móveis. Alguma chance de vocês obterem receitas de parcerias com as empresas de celular?
Evan Williams – Estamos muito animados com esse mercado móvel e achamos que há muito potencial.O Twitter tem mais valor para as pessoas se for acessível a qualquer momento. Receitas e lucro vêm de onde há mais valor, então essa é uma possibilidade, mas não é onde estamos concentrando esforços agora.

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