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Comcast diz que é necessário investir em ultra banda larga, mesmo sem futuro claro

Postado em: 21/10/2009, às 04:35 por Samuel Possebon, de São Francisco

O mundo da Internet depende, cada vez mais, do crescimento das redes de acesso em alta velocidade. E isso coloca empresas de telecomunicações no centro da discussão sobre o futuro das aplicações e serviços que dominarão a web nos próximos anos. Talvez por essa razão, a sessão de abertura do Web 2.0 Summit, evento que acontece esta semana em São Francisco, EUA, teve Brian Roberts, CEO da Comcast, como convidado de honra. A Comcast é a maior operadora de cabo do mundo, e pode se tornar o maior grupo de mídia do mundo se consumar a compra da NBC Universal, conforme os crescentes relatos da imprensa norte-americana. Roberts explicou que, hoje, 35% das receitas da empresa vêm da banda larga, e isso vai continuar crescendo. E mostrou pela primeira vez o serviço Fancast, que estará disponível aos usuários da operadora no final do ano. Todos os assinantes terão acesso, pela Internet, aos conteúdos de 24 programadores disponíveis no serviço tradicional de cabo, em formato on-demand. Ou seja, quem for assinante da Comcast poderá assistir pela web, em qualquer lugar, àquilo a que assistiria em casa, e também terá acesso a uma biblioteca de conteúdos já exibidos. É um modelo que está sendo desenvolvido também pela Time Warner Cable e pela HBO, e que, tudo indica, será a grande onda do vídeo online em 2010.
Cabo e WiFi
A Comcast também deu indícios de que prepara uma grande investida no mundo wireless, e não apenas por meio da parceria com a Sprint e com a Clearwire para o serviço de WiMax. A Comcast está analisando a possibilidade de criar uma grande rede WiFi para complementar a cobertura de seus assinantes. "Podemos colocar WiFi em muitos pontos de nossa rede e estamos seriamente considerando isso".
Demanda futura
A Comcast também está investindo nos EUA cerca de US$ 5 bilhões ao ano para uma rede de banda larga baseada na plataforma DOCSIS 3.0, que permite velocidades de até 100 Mbps. O objetivo da operadora é ter um pacote de 60 Mbps disponível em todas as praças em que atua. Roberts reconheceu que essa estratégia não tem um desenho muito claro sobre o retorno e os resultados de curto prazo. "Mas temos certeza de que isso será absolutamente necessário, assim como o DOCSIS 1.0 era necessário há 10 ou 15 anos", disse. Ele lembrou que nunca os operadores de telecomunicações imaginaram que a Internet se desenvolveria da forma como se desenvolveu na última década, e que isso só foi possível em função das redes.
Roberts também evitou polemizar com a FCC sobre a questão da neutralidade de rede. A agência reguladora de telecomunicações norte-americana está pressionando operadores a firmarem compromissos de neutralidade. "Se alguém me der uma boa definição de neutralidade de rede, o problema estará resolvido", disse, lembrando que hoje nem as pessoas que defendem de maneira mais fervorosa a neutralidade de rede conseguem dizer claramente qual o problema. "Há anos se coloca essa questão e a Internet continua tão aberta como sempre foi", disse.

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