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Serviços Gerenciados começam a repercutir no Brasil

Postado em: 22/02/2010, às 17:53 por Redação

O conceito de automação é conhecido no ramo industrial por ser capaz de gerar maior produtividade e otimizar o emprego de mão-de-obra em ações e funções mais especializadas. Porém, esse conceito ainda é pouco disseminado no mundo da Tecnologia da Informação. A maioria dos Provedores de Serviços Gerenciados de TI (Managed Service Providers – MSPs) ainda não automatiza seus serviços de suporte à infraestrutura de TI, limitando-se ao monitoramento reativo e ao conserto de falhas e problemas após o ocorrido. Isto é, são provedores de serviço "Break and Fix".
No Brasil, a falta de visão a respeito do papel do MSP praticamente domina a área de TI. Mas as empresas que buscam cada vez mais produtividade e visibilidade no mercado começam a entender que monitorar já não é o suficiente. É preciso ser proativo e antecipar os problemas.
Pesquisa realizada em agosto deste ano pela ASM Consultoria mostrou que em 2009, o mercado de serviços gerenciados de TI movimentará US$ 848 milhões, número previsto para aumentar 21% em 2010. O mercado começa a perceber a necessidade de um modelo novo e mais eficaz de gerenciamento, que salve tempo e esforços, além de valorizar estrategicamente a área de TI dentro das organizações.
O formato proativo de trabalho é aquele que possibilita maior planejamento para a área de TI, minimizando o trabalho emergencial. O que é mais custoso: uma hora planejada ou uma hora resolvendo imprevistos? Um Disco Rígido, por exemplo, não falha sem aviso, mas notifica constantemente o sistema operacional de que algo não vai bem.Se o prestador de serviços gerenciados não tem esta informação, corre o risco de ter emergências nas horas mais inesperadas, que podem custar caro.
Há casos no Brasil de provedores de serviço MSPs que reduziram o custo em mais de 40% para atendimento de diversas estações de trabalho, em diferentes cidades e estados com o mesmo número de analistas internamente. No mundo, empresas conseguem gerenciar até duas mil máquinas com apenas um analista, onde se ganha não apenas na escala, mas também no trabalho remoto e principalmente automação.
A pergunta que deve ser feita para os provedores de serviço atuais no Brasil é: Caso seja fechado um novo contrato com o dobro de máquinas gerenciadas atualmente, será necessária a contratação de mais analistas? Hoje, para prestadores de serviço que contam com a ajuda de ferramentas de automação de TI esta não é mais uma realidade.
A automação é o caminho para que as equipes de Tecnologia da Informação possam – de fato – voltar-se às melhorias nos processos da empresa ao invés de passar o dia tentando "apagar incêndios" ou executar entediantes tarefas rotineiras.

* Guilherme Chaddad é gerente-regional da Kaseya no Brasil

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