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"Vivemos um apagão humano em outsourcing", diz PwC

Postado em: 22/08/2008, às 17:12 por Redação

"Vivemos um verdadeiro apagão humano. Esse é um tema que precisa ser discutido pelas empresas, fornecedores e universidade". A opinião é de Wilson Marques, sócio da área de BPO (business processing outsourcing) da PriceWatersouseCoopers, que participou nesta sexta-feira, 23, do debate promovido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) para marcar o lançamento do livro "Outsourcing de TI: Impactos, Dilemas, Discussões e Casos Reais", que tem como organizadores os professores da EAESP Alberto Luiz Albertin e Otávio Sanches.

Para Marques, existe uma grande lacuna na formação de profissionais para área de serviços, já que hoje é preciso investir 2 mil horas para formar pessoal apto a dominar conhecimentos como governança, automação de processo e de negócios. "Antigamente tínhamos esse problema para a formação de auditores, hoje precisamos apenas duas semanas, pois eles já vêm com o conhecimento da universidade", explica.

Marques afirma que existe uma forte demanda para serviços de outsourcing que atendam as exigências das grandes empresas multinacionais. "Hoje elas vêem a América Latina como um único continente, do México ao Uruguai. Querem conversar com apenas um interlocutor para atender todos os países, como se fossem um só", acrescentou.

O professor Fernando de Souza Meirelles, fundador do Centro de Informação Aplicada da FGV-SP, concorda que hoje o principal problema no segmento de outsourcing é falta de formação de pessoal especializado.

Segundo estudo que ele conduz anualmente sobre o mercado de TI, as empresas investem na média anualmente 8,2 % do faturamento em serviços de outsourcing, sendo que no setor esse número atinge 10% na média. Esse investimento é empregado na terceirização de diferentes formas: 87% em desenvolvimento, 78% em manutenção, 64% em treinamento, 59% em suporte, 50% em rede, 17% em planejamento e 17% em operação/ASP. "Pode se dizer que 20% das empresas pesquisadas têm alto grau de terceirização. Para se ter uma idéia da dimensão de potencial de mercado, neste ano a base instalada estimada de computadores é de 50 milhões de unidades; em 2010 e 2011 será de mais de 100 milhões", acrescentou.

O debate abrangeu vários aspectos do outsourcing, incluindo estudos de casos. O diretor de tecnologia da Votorantim, Fabio Faria, disse que ele se tornou inevitável para o sucesso do negócio da VCP, que opera em 14 países, com 14 mil funcionários, 10 mil dois quais interligados pelo sistema de gestão empresarial da SAP, coordenado por apenas 120 funcionários de TI. Ela tua com mais de 900 CNPJs diferentes em mais de 300 cidades. "Isso é possível porque adotamos uma série de padrões replicados no Brasil e no exterior. Com isso, quando compramos uma empresa temos agilidade na incorporação", afirmou.

Falando sobre o aspecto de governança de terceirização de TI, o professor Nicolau Reinhard da FEA/USP, discorreu sobre o modelo de compliance eSCM, da Universidade Carnegie Mellon, que a seu ver não é adequado à cultura organizacional das empresas no Brasil, devido suas exigências. "Ele funciona bem para grandes multinacionais."

No entanto, ele acredita que o modelo valha a pena ser estudado pelas universidades brasileiras, para que haja uma proposta de um modelo adequado à nossa realidade de prestação de serviços de TI.

Aspectos do outsourcing

Publicado pela Editora FGV, o livro oferece a visão de especialistas acadêmicos e do mundo corporativo no Brasil e no exterior em relação à gestão de outsourcing tanto de TI quanto de processos de negócios, discutindo percepções, técnicas, teorias e práticas envolvidas em sua implementação e administração.

Inicialmente, o leitor terá uma visão ampla do tema e seus dilemas. Na seqüência, o livro traz o ponto de vista do fornecedor e do cliente e a discussão de sucesso nesta prática. A questão de administração de TI e de terceirização é acompanhada com temas atuais e abrangentes. A publicação traz também quatro casos reais, sendo três nacionais e um internacional. "A obra aborda o outsourcing, as visões e as experiências dos dois lados envolvidos neste relacionamento, alinhando a parte teórica com a prática, o que proporciona uma contribuição efetiva para o leitor", afirma o professor Alberto Luiz Albertin.

Além dos organizadores, participam da obra os seguintes especialistas: Fernando S. Meirelles, Fabio Faria, Sergio Lozinsky, Paul D.R. Griffiths, Marco Sotovia, Norberto A. Torres, Luís Kalb Roses, Norberto Hoppen, Hebbertt de Farias Soar, Nicolau Reinhard, Rudy Hirschheim, Beena George, Jaime Caiceo, Marcos Sepúlveda, Dino Jakubovic, Lucia Nunes Silva, Flavio Pelosi Adorno, Natalia Levina e Valerie Jaiswal.

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