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Um novo paradigma de eficiência para os bancos

Postado em: 23/02/2010, às 16:38 por Redação

O mercado bancário sempre teve como meta a redução dos custos operacionais, a melhoria dos processos e o rápido processamento das transações financeiras. Quando comparado com o passado recente, esse mercado sofreu um tremendo impulso graças ao advento de novas tecnologias de automação, que promoveram uma substancial redução nos tempos de captura de documentos.
Leitores de documentos semiautomáticos, de cheques, de cartões magnéticos permitiram que esses tempos fossem reduzidos, permanecendo uma lacuna, realizando até os dias de hoje, o transporte físico de documentos para comprovação e autenticação das transações efetuadas.
Esse mesmo mercado caminha para um processo irreversível que é o crescimento da demanda por novos serviços e o aumento substancial do volume de novos documentos, e para isso necessita de tecnologias inovadoras para acompanhar esse ritmo de crescimento.
Dentro desse enfoque, a digitalização de documentos e truncagem de cheques (compensação dos cheques de forma eletrônica) merecem destaque, pois podem aperfeiçoar os ganhos e melhorar a eficiência e a produtividade.
O transporte dos cheques, que no modelo atual tem custos significativos, deixará de ter sua importância e o documento, uma vez digitalizado na agência com todos os recursos de autenticidade, se transformará numa transação financeira, permitindo que todo o processo ocorra de forma eletrônica. Esse novo sistema de truncagem de cheques possibilitará a compensação de forma eletrônica e deve ser adotado a partir deste ano pelos bancos brasileiros.
Esse processo também substituirá a remessa física dos cheques entre os bancos pelo envio da imagem digitalizada e assinada digitalmente, com garantia de autenticidade. Para que isso ocorra, com total transparência e segurança, é necessário que os bancos migrem dos atuais equipamentos que permitem a leitura dos códigos de barra ou CMC-7, para a nova geração de leitores que digitalizam os documentos. Esses novos modelos de equipamentos tornam possível que em segundos o processo, que hoje envolve recursos de retaguarda de agência e de prestadores de serviços, possa ser realizado diretamente no caixa da agência.
Em conformidade com as necessidades dos bancos as empresas fornecedoras de tecnologia em automação, trabalham hoje no desenvolvimento de produtos para atender a esse mercado emergente. É importante notar que os sistemas legados dos bancos muitas vezes não podem sofrer alterações significativas com o advento desses novos produtos, e para isso todos os fabricantes buscam uma solução em que os atuais sistemas sejam utilizados numa primeira fase adicionando-se somente as rotinas de tratamento da imagem.
O novo sistema de truncagem de cheques, a exemplo da implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), será um desafio aos bancos e a todos os fornecedores de produtos de automação bancária.
Alcides J. Barreto é gerente de relacionamento da CIS, fabricante de soluções de captura de dados para o mercado de automação bancária e comercial.

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