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"Para reconquistar mercado financeiro, temos que entregar resultados", reconhece CEO da ALU

Postado em: 23/05/2012, às 19:49 por Letícia Cordeiro, de Santa Clara, a convite da ALU

A fusão da Alcatel com a Lucent foi um processo complexo e que chegou a custar a confiança do mercado financeiro no futuro da nova empresa. “A complexidade da fusão foi extenuante, mas estamos nos reposicionando para recuperar a confiança do mercado financeiro”, admite o CEO da Alcatel-Lucent (ALU), Ben Verwaayen. Em entrevista a este noticiário, o executivo foi direto ao ponto: “Não há truques na vida real. A única maneira de reconquistarmos a confiança do mercado financeiro é entregando resultados”. Assim, o executivo garantiu que a ALU continuará com suas políticas de cortes de custos, não planeja desinvestimento em nenhuma área neste momento e espera que o lucro da companhia em 2012 seja maior do que o apurado no ano passado.

Guerra de preços

Verwaayen admitiu ainda, durante sua apresentação no segundo dia do Technology Symposion da ALU, em Santa Clara, Califórnia, que a empresa não pode competir apenas com base em preços. “Não está no nosso DNA essa corrida por preço. Não conseguimos competir e precisávamos mudar a direção. Então, agora fazemos o que realmente somos bons, somos inovadores e temos que fazer com que novas soluções e funcionalidades atraentes que somos capazes de desenvolver cheguem ao mercado o mais cedo possível”, acrescentou. “Não estou dizendo que quero 100% do mercado, quero apenas 12% a 15%, mas para fazer isso temos que ser diferentes, e ter a Bell Labs em nosso core nos ajudará nisso”.

Monetização

A proposta da ALU é ajudar operadoras a monetizar suas redes, atualmente “espremidas” entre o valor dos devices dos usuários e dos conteúdos e serviços na nuvem. “Por quanto tempo é possível ainda espremer essas redes? A rede tem de se tornar algo com real valor nessa cadeia e as operadoras precisam encontrar seu novo caminho”, avalia o CEO.

Verwaayen enumerou a este noticiário três aspectos importantes para este novo caminho das operadoras: “Em primeiro lugar, eles precisam estar lá. E estão, porque sem a rede não existem devices nem existe nuvem. Mas precisam ter capacidade para suportar toda a demanda. Depois, é preciso focar em segurança, para controlar que acessa sua rede, que tipo de serviço e conteúdo estará trafegando por ela. E em terceiro, privacidade, porque no final das contas, a nuvem é individualizada, é a minha nuvem, com as minhas aplicações, os meus conteúdos, os meus serviços, e isso é muito valioso, mas complexo, se pensar em tratar milhões de usuários de forma individual”.

América Latina

O CEO reforçou a confiança da Alcatel-Lucent em continuar crescendo no mercado latino-americano. “Há muitas oportunidades tanto em redes fixas de fibra ótica e cobre como também na banda larga móvel com LTE e minha expectativa é que consigamos dois dígitos de crescimento na região este ano”.

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