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Contrabando de celulares é problema grave na América Latina

Postado em: 25/10/2011, às 18:23 por Fernando Paiva

O contrabando de telefones celulares preocupa as operadoras móveis na América Latina. Cerca de 10% dos aparelhos vendidos pela Telefónica Moviles do Peru, por exemplo, são exportados ilegalmente para países próximos, como Bolívia e Equador, aproveitando diferenças de preço e de câmbio. O problema foi apresentado pelo executivo Christiam Gomez, especialista em riscos comerciais e operacionais da Telefónica Moviles Peru, durante palestra no evento "Fraud Management and Revenue Assurance – Latin America", realizado nesta terça-feira, 25, no Rio de Janeiro.

As operadoras peruanas, tais como a maioria na América Latina, subsidiam os terminais pré e pós-pagos. Os contrabandistas compram esses aparelhos, muitas vezes usando dados falsos no cadastro, e os revendem no mercado negro de países vizinhos. Na região sul do Peru, somente em setembro do ano passado, foram desviados 2.254 celulares da Telefónica Móviles. Gomez fez um levantamento de preços de alguns modelos, considerando os planos mais baratos. Em Lima, o BlackBerry 9300 e o Nokia C3 são vendidos pela Telefónica Moviles por US$ 295 e US$ 70. No Equador, os mesmos aparelhos nas lojas de operadoras locais saem por US$ 360 e US$ 170, respectivamente. A diferença é uma oportunidade de lucro para os contrabandistas.

Por outro lado, o Peru também serve de destino para aparelhos contrabandeados, neste caso, oriundos do Chile. O executivo informou já terem sido encontrados em Lima telefones vendidos originalmente pela Claro e pela Entel no Chile.

Além da óbvia perda do subsídio, as teles têm prejuízo com os gastos de transporte e armazenamento de terminais, além das comissões para vendedores. As linhas que acompanham os telefones costumam ser aproveitadas para revenda de minutos no centro de Lima, disse Gomez.

Para combater o problema, a Telefónica Móviles passou a acompanhar com mais cuidado as ativações dos terminais recém adquiridos através de seus números de identificação, o IMEI. A empresa está fazendo também um cruzamento de informações para verificar os canais de vendas onde o problema é mais comum.

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