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Logística reversa emperra regulamentação de lei de resíduos sólidos

Postado em: 25/10/2011, às 20:41 por Gabriela Stripoli

As tentativas de coleta seletiva de lixo eletrônico, especialmente bens de consumo portáteis como celulares e laptops, ainda esbarram no alto custo da logística e na falta de conscientização da população sobre sua real importância. O debate sobre logística reversa – quando o fabricante é o responsável pelo descarte do produto após a venda – no Fórum Green Tech, realizado nesta terça-feira, 25, em São Paulo, expôs algumas boas iniciativas de empresas, mas criticou a morosidade do Congresso brasileiro na regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente Lula em agosto do ano passado.

A lei que cria o novo plano de gestão de resíduos sólidos, que inclui toda a logística de produção e descarte de eletroeletrônicos, ainda não obteve consenso de todos os setores envolvidos para que seja regulamentada e possa ser colocada em prática. "O fato de não haver um sistema unificado que contribua para ganho de escala e o preço elevado para sua implantação dois pontos críticos, diz Marcio Quintino, gerente sênior de responsabilidade ambiental e sustentabilidade corporativa da Philips do Brasil. Ele ressalta que hoje, o custo da logística reversa dos programas da empresa representa 70% das despesas, enquanto ganha-se apenas 30% com a reciclagem dos materiais.

A Philips defende que uma parte dessa despesa deve ser repassada ao consumidor. Além disso, a empresa sugere a união de projetos de empresas distintas por meio de associações para que haja um ganho de escala e volume na coleta dos materiais. Atualmente, o porcentual recolhido é pequeno, o que dificulta ainda mais a redução das despesas de logística reversa. Uma pesquisa da Nokia destaca o desconhecimento das pessoas sobre a reciclagem de celulares, baterias e recarregadores, que tem um impacto direto no baixo índice de materiais coletados para reciclagem. Segundo o estudo, apenas 3% dos consumidores reciclam seus celulares obsoletos, enquanto 4% jogam fora no lixo comum, 24% transferem para conhecidos e 16% vendem os aparelhos.

As empresas também enfrentam problemas com o alto custo de reutilização dos reciclados no país. Hoje, todos os celulares, baterias e carregadores coletados nas 228 urnas do programa de sustentabilidade no Brasil são exportados para os Estados Unidos, onde são modificados e reutilizados.

A educação do consumidor e iniciativas do governo para redução dos custos de logística reversa é uma bandeira da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). André Luis Saraiva, diretor de responsabilidade socioambiental da Abinee, é enfático ao criticar as políticas públicas sobre o destino do lixo eletrônico, que desprezam o uso de mecanismos de financiamento, que poderiam contar com agências de fomento, e educação dos cidadãos sobre as questões de sustentabilidade. “Isso sim é política pública, educação de uma nação e criação sustentada de uma política empresarial. Sem isso, não teremos ganho de escala que viabilize operações de logística reversa”, afirmou.

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