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Incubadora tem projeto de robótica aprovado pela Fapesp

Postado em: 26/01/2007, às 22:05 por Redação

A Cientistas Associados Desenvolvimento Tecnológico, empresa incubada no ParqTec, de São Carlos, obteve aprovação de seu terceiro projeto na área de robótica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Por meio do Programa de Inovação Tecnológica em Pequena Empresa (Pipe), que apóia o desenvolvimento de pesquisas inovadoras em empresas paulistas, o projeto, com duração prevista de 24 meses a partir de março deste ano, prevê desenvolvimento de uma plataforma universal e de módulos específicos para aplicações em robôs móveis nas áreas de educação e entretenimento.

O objetivo é criar uma plataforma com arquitetura aberta, possibilitando ao usuário desenvolver novas aplicações. O projeto visa ainda o desenvolvimento de um sistema de visão embarcado (câmera conectada ao robô), braços mecânicos e software de comunicação para teleoperação, que permite programar o robô via web.

De acordo com o gerente da divisão de tecnologia da empresa, Antonio Valério Netto, essas inovações são uma seqüência de três projetos já desenvolvidos pela Cientistas Associados: o Sci-soccer, usado em jogos de futebol de robôs, e o RoboGol, também para área de entretenimento. Outro projeto da empresa de São Carlos é o Curumim, aplicado para educação e pesquisa, com módulo de transmissão de imagem analógica, pinça mecânica com caneta e ambiente integrado de programação.

A Cientistas Associados planeja desenvolver ainda um único sistema que possa ser usado tanto na educação básica quanto para pesquisas de alto nível tecnológico. ?O sistema será flexível, com um software com programação em blocos, para as escolas de ensino fundamental e médio; e um software para pesquisadores e hobbistas?; explica Valério Netto.

?Sistemas com esse grau de sofisticação, flexibilidade e abrangência não existem na América Latina. Além disso, a proposta de se utilizar a internet para teleoperação possibilitará uma gama de outros projetos a serem desenvolvidos em áreas como tele-robótica e tele-medicina?, afirma o empresário.

A interface via internet também vai possibilitar que o sistema robótico para educação seja utilizado como ferramenta de ensino a distância em escolas que não dispõem de laboratório de robótica. ?As escolas poderão adquirir apenas o software e utilizar pela internet os robôs disponíveis no laboratório de robótica a distância que poderá estar disponível em outros estabelecimentos de ensino?, explica Netto.

A fabricação e comercialização dos robôs móveis serão feitas pela unidade de negócios Xbot (Extreme Robot), única unidade de negócios brasileira a fabricar e comercializar robôs móveis na América Latina. Além do grau de inovação e flexibilidade dos produtos, outra vantagem está no fato de a empresa oferecer o pós-venda (assistência técnica) no país, serviço que não é prestado pelas empresas estrangeiras.

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